sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Sem mais demoras...


Um plano


Uma noite longa



Miliane tinha conseguido, sem saber bem como, reunir os seus amigos e junto do estranho fugido para o meio da floresta. Esse estranho transportava nos seus braços Liliane ainda inconsciente.

- Ainda falta muito? - perguntou Siena, não gostava de ver a sua amiga assim, alem de que a cada passo que davam pareciam estar cada vez mais perdidos naquela imensidão de troncos verdes.

- Estamos quase lá. Mas enquanto não chegamos não querem apresentar-se? É o minimo que podem fazer.

Enquanto corriam olharam uns para os outros. Sinceramente não entendiam porque é que aquele rapaz, não muito mais velho do que eles, os tinham ajudado visto não os conhecerem sequer.

- Eu chamo-me Aran - era a primeira vez que ele tomava assim iniciativa, pelo menos sem por em causa se aquele sujeito era ou não de confiança "Sinto que podemos confiar nele" transmitiu aos outros.

- Sou Siena - estava preocupada com Liliane, mas mesmo assim era a unica que se sentia confortavel naquele labirinto verde.

- Miliane

- Nicleido, e essa aí é Liliane.

Houve momentaneamente um momento de silêncio, sendo o unico barulho o dos pés a baterem o chão coberto de caruma. Ouviu-se então um leve gemer e todos olharam para Liliane. Ela parecia estar a acrdar.

- Vamos parar. - anunciou o jovem.

Todos pararam junto de uns arbustos que serviam de abrigo e viram que precisavam de mudar o pano com que estavam a estancar o sangue. No entanto não era por isso que ela estava a gemer.

- Liliane? - perguntou um tanto ou quanto intimidada Miliane.

Miliane aproximou-se da amiga ao mesmo tempo do jovem. Estavam muito proximos, mas depois o jovem afastou-se envergonhado. Miliane viu como Liliane abria os olhos.

- Como estás? - perguntou.

- Dorida, mas nada que eu não aguente. -respondeu tentando levantar-se mas cambaleando quando sentiu a dor a regressar. Ao levar a mão aonde sentia o foco da dor viu que esta estava vermelha. - ui isto parece feio.

- Não devias ter-te levantado, assim só vai agravar. - disse Aran surpreendendo-os com aquela preocupação.

Liliane sorriu. Rasgou um pouco do seu vestido e atou-o fazendo firmeza sobre a ferida. Depois virou-se para o rapaz.

- Obrigada por nos ajudares mas quem és?

- Chamo-me Natanael.

- Finalmente um nome! - exclamou Miliane. Começava a ficar exasperada por não saber o nome daquele rapaz tão misterioso. Nem se apercebeu que aquele comentario fez com que todos olhassem para ela.

- Vamos para um sitio seguro, já oiço alguem a perseguir-nos - disse Liliane tentando andar mas teve de se agarrar a uma arvore para não cair.

Aran veio por tras e colocou uma mão no ombro.

- Liliane, desculpa o que te disse antes, mas agora pára de te armar em forte e deixa que eu te leve ao colo.

Liliane sorriu e sem protestar mais deixou que ele a levasse por mais uns metros até encontrar uma pequena cabana.

Ao inicio não estavam a ve-la de tão bem escondida que estava mas depois, à medida que se aproximavam começaram a notar uns contornos bem mais diferentes do que os continuos troncos das arvores.

O telhado era praticamente todo coberto por musgo e as paredes eram de madeira tão escura como a casca das arvores.

O interior também não era melhor. Ao entrarem sentiram o cheiro a humidade a pairar no ar.

Nicleido e Miliane depressa montaram barreiras defensivas à volta da casa, gastando ogo uma grandiosa quantidade de magia. Aran depositara Liliane, agora adormecida numa liteira a um canto.

Depois sentaram-se todos à mesa em silêncio, pensando.

- Então vocês o que fazem por estas bandas? - perguntou Natanael.

- A verdade é que estamos presos aqui neste mundo e que não sabemos como voltar - confessou Miliane que como todos estava extremamente desanimada.

- Vocês não são deste mundo? Isso parece muito estranho.

- Mas é a verdade. Chegamos aqui e por causa da nossa aparencia, de não sabermos como nos comportarmos neste ambiente fomos presos.

- Isso parece-me um enorme disparate.

- Sabem acho que isto está cada vez pior, parece que a sorte nos abandonou. - murmurou Nicleido.

- já agora, apenas por curiosidade, porque nos ajudaste Natanael?

Natanael estava a olhar para Miliane, parecia que havia uma certa ligação entre os dois.

- Acontece que vocês pareceram-me umas pessoas que eu conheci à muito tempo. Mas já não mais. Desapareceram.

Aran notou que ele escondia um segredo que não queria por nada revelar. Mas ele achou uma maneira de contrariar aquelas desconfianças.

- Se vocês têm um problema - sugeriu Natanael - vocês deveriam ir falar com os Guardiães, à capital.

Todos voltaram a cabeça ao mesmo tempo. Sabiam muito bem que os guardiaes eram eles proprios. Saberem que poderiam ir falar com eles sobre aquele problema era algo demasiado maravilhoso.

Entretanto decidiram que chegava de aventuras por um dia. Foram todos deitar-se adormecendo de imediato imaginando uma conversa que poderiam ter daqui a alguns dias com os seus supostos guardiães do passado


Era ainda de noite. A luz da Lua passava por um pequeno boraco no tecto dando uma aparencia fantasmagorica ao interior da casa.

Miliane acordou assustada. Tinha tido um pesadelo, sonhava que corria por um beco escuro, corria pedindo ajuda e à procura de alguem mas não encontrava ninguem que a ajudasse, afogando-se num negrume sufocante.

Para espairecer um pouco levantou-se e foi ver como Liliane estava. Por vezes tinham brigas como duas irmãs mas sentia que lá no fundo nunca iria conseguir compreender Liliane. Com um dedo percorreu a sua face.

Queria tanto poder falar com ela sobre o que se passava na sua cabeça. Queria esclarecer tudo de uma vez, tentar perceber o que se passava. Então lembrou-se de contacta-la pela mente.

"Liliane?"

Ouviu primeiro um silêncio mas depois encontrou a calorosa Liliane, não aquela em que se tornara meses antes num templo estranho no meio de uma floresta, mas sim a Liliane, verdadeira e unica, que conhecera lá na escola onde ainda aprendia matematica e portugues.

"Miliane! Que novas me trazes?"

"Queria saber como estavas."
"Penso que estou melhor, mas pensando bem não devias estar a dormir?"

"Tive pesadelos." não queria contar aquilo por pensamentos, seria melhor falar quando estivessem todos bem. Liliane também não insistiu

- Sabes que ela já podia estar bem e aqui ao pé de nós. - disse uma voz atras dela assustando-a

Era Natanael. Notou que ele a observava de maneira estranha.

- Podia estar bem?

Natanael aproximou-se e sentou-se junto dela.

- Tenho um pouco do vosso poder, mas não tanto. Com o teu poder do espirito podias cura-la.

Miliane olhou para aqueles olhos castanhos, sinceros, procurava algo que provasse que ele estava errado, mas não encontrou nada.

Decidiu então tentar fazer aquilo que Natanael disse. Por cima da ferida colocou as suas mãos sobre a ferida e deixou a magia fluir. Primeiro não notou diferença nenhuma, mas depois viu como a ferida se foi fechando até a pele se juntar e icar lisa como no inicio.

"Obrigada, amanhã já devo ter as forças todas recuperadas" ouviu Miliane na sua mente.

Natanael levantou-se e fez sinal para que Miliane o seguisse para fora da cabana.

Lá fora as copas dos pinheiros tapavam a maioria do ceu mas ainda conseguia ver algumas estrelas.

- Como sabes tantas coisas sobre nós? - perguntou Miliane

- Falei muito com Liliane enquanto corriamos. Ela apenas explicou-me a vossa situação.

Pois tinha que ser ela, mesmo quando estava ferida estava preocupada como bem do grupo.

- Conhecemo-nos a mais ou menos a um ano. Podes não acreditar mas nós somos os novos guardiães, no nosso tempo, vosso futuro nós preparamo-nos para algo.

- Então o que vieram fazer aqui?

- Viemos à procura de respostas e acabamos presos, neste tempo e neste lugar.

Natanael olhou para o céu de depois de pensar levantou-se e colocou-se à frente de Miliane

- Não tenhas medo, daqui a nada está tudo acabado e tudo voltará a ser como antes.

Miliane sorriu, sentia-se protegida com Natanael.

- Amanhã partimos para a capital, vai demorar alguns dias mas penso que iremos conseguir falar com os guardiaes.

- Obrigada.

Ficaram ali a contemplar o ceu estrelado. Viram então um enorme cometa a cruzar os céus, assustando-os. Mal eles sabiam que todos naquele mundo o tinham contemplado.

- O que era aquilo? - perguntou Miliane

- Por acaso não sei, há tantos mistérios neste mundo. - respondeu Natanael.

- Aquilo era Calipso, o cometa do anuncio - disse uma voz atras dela.

Liliane acordara, no entanto apoiava-se à porta como se caso ela se desencostasse ela caisse. Entretanto tinha mudado de roupa envergando um vestido verde. Contemplava os céus com um certo brilho nos olhos.

- Anuncio? De quê? - perguntou Natanael.

Ela olhou para ele

- O que sabes sobre Guik Jium?


Hoje fica por aqui.

Espero que gostem

Até sábado

Iruvienne




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Uma História...A nossa História...Magia e Imaginação




Mais um episódio....






Uma noite longa



Um pequeno medo






Miliane caia mais uma vez no chão com uma careta de cansaço. Não era a unica, Siena e até mesmo os rapazes estavam a ficar estoirados de uma noite de treinos com Liliane. Ela ensinava-os em como defenderem-se e como lutarem.



Mas ela exigia demasiado, mantinha uma expressão distante, ninguem entendia porquê, mas repetia vezes sem conta conselhos como se a defesa deles fosse a coisa mais importante. Estava a amanhecer e ela ainda nem uma gota de suor nem cansaço demonstara.



- Vamos parar aqui. Neste momento vocês sabem defender-se razoavelmente. - disse Liliane sentando-se novamente sozinha a um canto. - Lembrem-se, quando se defenderem tentem sentir-se como parte do mundo que os rodeia e não como meros seres que vagueiam num sitio desconhecido, liguem a tudo, mas nunca, nunca mostrem os vossos sentimentos.



Nic levantou-se, nem ele tinha escapado aos golpes da sua amiga, não compreendia onde ela ia buscar tanta fúria para lutar assim, ou entao tanto autocontrolo. Estavam a dois passos de terem uma corda ao pescoço e ela só conseguia pensar uma maneira de se salvarem.



Aran não ficou por ali, só ficarem a pensar e com um dedo apontado foi direito aonde estava Liliane acusando-a.



- Tu és um horror, desculpa, mas estás a matar-nos, antes melhor a corda.



Liliane olhou-o com um olhar frio. Aran sentiu-se incomodado mas mesmo assim continuou.



- Pensas que isto nos vai salvar? Que são uns simples golpes de karaté ou lá o que é isto que nos vai salvar da forca? É que não me parece.




Ele calou-se e olhou para ela à espera que respondesse, mas Liliane apenas desviou o olhar. Siena decidiu intervir antes que aquilo se tornasse numa coisa que ninguém queria.




Liliane levantou-se e atirou-se a ele. Não suportava as insinuações do amigo. Aquilo era demais. Nem a pequena palha no chão fez a queda ser mais confortavel.




Aran tentou contra-atacar mas tudo o que conseguiu fazer foi levantar um pouco a cabeça para ver os seus amigos estupfactos. Ninguém queria que aquilo chegasse àquele ponto.




Siena olhou para os outros prisioneiros que tinham adormecido a um canto depois de verem muitos treinos. Tentando ver se alguem tinha sido atraido por algum barulho, os olhos de Miliane pousaram em cima de uns esqueletos presos a umas parede, como não vira aquilo antes?






Nic olhava preocupado para Aran, Liliane tinha estado a ensinar-lhes e a lutar com eles para treinar, mas naquele ataque não sentia nenhuma brincadeira nos movimentos de Liliane. Tentou recorrer aos seus poderes para separar os amigos mas, mais uma vez, frustrado, apenas encontrou uma parede de gelo a bloquear o seu acesso à magia.




Aran estava com medo daquele ataque. Virou a cabeça e olhou para a cara de Liliane, naquele negrume de madrugada, não conseguiu ver a face da sua amiga, apenas uns enormes olhos violetas frios mas no entanto quase a brilharem de lágrimas e uns enormes cabelos pretos a flutuarem a um vento inexistente.




Sorrindo misteriosamente disse baixinho. Levantando-se ao mesmo tempo libertando-o daquele ataque surpresa.




- Aran, se e te estou a ensinar isto é porque vai ser util, se eu estou a ser assim tão cruel porque não desistes logo. Sabes que mais esquece. Quem desiste sou eu.




Liliane afastou-se, sentou-se e fechou os olhos. Não sentia sono e sabia que mais cedo ou mais tarde viriam busca-los para o seu destino. O que aconteceria ao presente se os Guardiães morressem?




Nic sentou-se tambem ao lado das duas raparigas que tinham achado um canto seco no meio da humida prisão, um tanto ou quanto loge de Aran que se recolhera em si ainda um tanto ou quanto atordoado com o que lhe acontecera.




- Acho que desta vez é que nos metemos mesmo em sarilhos dos grandes. - sussurrou Nic




- Podes ter a certeza que sim. Acho que Liliane tambem já notou que isto é um beco sem saida senão ela não se comportaria daquela maneira.




Ouviu-se então alguém a aproximar-se. Acordaram todos os prisioneiros imediatamente não queriam que fossem apanhados desprevenidos. No entanto Liliane continuou sentada. Estava a pensar numa forma de sair.




Pouco depois apareceu do outro lado das grades o feiticeiro acompanhado por vários guardas. Trazia uma tunica purpura e um ar um tanto ou quanto manhoso, como quem se prepara para pregar uma partida.




O guardas entraram de repente e com brusquidão prenderam, com uma corda, os pulsos de vários prisioneiros com força.




- Vamos todos embora daqui. Hoje é um dia especial. - disse o mago com um riso malefico.




Nic e os outros ficaram assustados. Aquilo não era de maneira nenhuma as melhores das situações. Quase todos olharam para Liliane à espera de algo. Encontraram-na levantada de olhos um tanto ou quanto normais.




- Que foi? - perguntou um tanto ou quanto bruscamente - deixei de ser uma solução, sou apenas um impecilho cruel, lembram-se?




Aran sentiu-se um tanto ou quanto envergonhado, sentiu culpa por a ter deixado tão em baixo. Nunca imaginou que Liliane reagisse daquela maneira.




Miliane aproximou-se de Liliane mas foi impedida por um guarda.




- Vamos todo para a rua e não desobedessam tenho guardas prontos a matarem-vos.




Seguiram em fila um a um. O mago porem parou quando Liliane se preparava para sair.




- Podes pensar que és muito corajosa, mas não passas de uma rapariga cobarde que ainda mal saiu das saias da mãe. - provocou ele, no entanto Liliane tambem o surpreendeu




- Tem razão, apenas estou a viver algo que não sou eu.




Seguiu atras dos outros.




Viu pela primeira ves onde estavam, estavam num patio enorme calcetado no meio daquela localidade, ao pé do sopé de uma montanha. Do outro lado estava uma plataforma destinada ao tal destino.




Em frente dela estavam colocadas varias cadeiras destinadas a pessoas de alto cargo.




As pessoas começaram-se a juntar e as cadiras depressa foram preenchidas.




Miliane sentiu medo, muito medo. Na sua vida já tinha presenciado muitas coisas estranhas e perigosas, mas agora ali sentiu mesmo toda a sua esperança ser varrida para um sitio onde nem sequer sabia onde




Nicleido começou a perceber o que Liliane queria dizer quando afirmou que todas as lições que trnsmitiam eram importantes. Ele e Aran olharam para ela. De repente notaram que ela parecia muito menos forte do que no dia anterior.




Estava enconlhida e prestes a chorar. O que se passaria por ela.




- Acho que a magoas-te mais do que qualquer coisa que lhe tenham feito - disse Siena - ela já suportou muita coisa, mais do qualquer um de nós e mostrava-se confiante de que nos iamos sair bem daqui mas ao acusa-la de ser cruel...bem...fez perceber que talvez tudo o que tenha feito estava errado, que se calhar devia ter continuado o seu caminho como uma miuda normal e nunca se ter envolvido nisto.




- Mas isso é um absoluto disparate. - acusou Aran.




- Menos conversa e andem. - disse o guarda espicaçando-os com uma lança.




Eles continuaram a andar.




Os primeiro seis prisioneiros foram guiados para cima do estrado. Os guardas colocaram uma grossa corda à volta dos pescoços deles. Alguns choravam, outros seguravam entre as mãos um terço muito velho, outros não tinham qualquer expressão.




Os quatro amogos olhavam inquietos e horrorizados para tudo aquilo. Firam como o chão por debaixo deles se abrira como alguns pescoços partiram matando-os logo, ou ainda como alguns agonizavam por causa da falta de ar.




- Isto não está certo - repetiu Miliane desta vez olhando sem querer acreditar.




- Que sejam recebidos de braços abertos no eterno - murmurou Liliane que assistia àquilo como se não sentisse nada.




Nic, Aran não diziam nada e Siena chorava baixinho. Ainda pensara que Liliane acordasse daquela repentina melancolia e a consolasse mas nada veio.




Depois de prepararem mais seis cordas levaram mais seis presos para o estrado. O mago sussurrou algo ao guarda e este por sus vez pegou em Miliane levando-a juntamente com os outros.




- Largue-me. - debatia-se ela inutilmente. Mas ele segurava-a com força.




Lá do cimo do estrado Miliane conseguia ver a praça toda. Tentou ver para alem disso. Foi então que viu a Lua ainda no céu e o sol. "Então é assim que se sente quando se está prestes a voar, como Liliane gosta tanto, como se fizesse parte desta bela pintura" pensava ela




"Então eu não quero fugir deste quadro, vou lutar até que o ultimo sopro abandonar o meu corpo"




Voltou então a cara para os seus amigos. Eles olhavam assustados para ela. Mas Liliane estava imovel.




- Liliane - gritou com todos os seus pulmões - acorda desse transe. Senão o fizeres juro que o meu espirito não vai parar de te amaldiçoar durante o resto da tua vida.




Liliane olhou. Miliane estava contente por ter chamado a atenção da amiga. Agora só faltavam uns minutos, tinha de agir rapidamente.




- Como tu disses-te, nunca desistir. Lutar sempre. Manter a mente calma mesmo quando tudo parece perdido. Onde anda a tua honra de cavaleiro? Já nem digo de isso, mas honra de guardião? Vai desiludir todos se desistir. Por acaso não te lembras da promessa que fizeste?




Nic, Siena e Aran olhavam agora para Liliane.




Parecia estar-se a concentrar em algo. E de repente sem ninguem esperar viram como Liliane empurrava de mãos atadas o guarda que tomava conta dela. Parecia estar um tanto ou quanto zangada.




Apanhados de surpresa pelo alarido o guarda que controlava a alavanca para baixar o estrado atrasou-se ficando especado a olhar para aquela rapariga que lutava com todas as forças contra os guardas.




Os amigos não sabiam bem como mas Liliane libertara-se e segurava um punhal. Na praça todos corriam de um lado para o outro em pânico.




Pensavam que ela ia dar cabo de todos os guardas mas mal se libertou voltou para perto de Siena, Aran e Nicleido libertando-os.




- Para que é isto? - perguntou Nicleido espantado




- Não vos treinei para nada, mas por favos não se metam em perigo. Tenho de ir salvar Miliane.




Partiu a correr para o estrado.




- vocês ouviram-na - tomou conta da situação Aran - vamos aprender a divertirmo-nos em batalha.






Miliane estava contente. No fim tudo tinha corrido bem. Agora só tinha de aguardar. Via como Liliane vinha de encontro a si.




Finalmente chegou perto dela e libertou-a das corda. Já não conseguia suportar a corda ao pescoço. e no meio de toda aquela situação abraçaram-se




-Obrigada por teres vindo.




- Por momentos perdi-me, mas depois consegui voltar a encontrar-me.




Tentaram sair mas não conseguiram, estava lá o mago.




-Aonde pensas que vais? - perguntou-lhe




- Sair daqui? Isso queria ver.




Foi a vez de Miliane surpreender a sua amiga naquele dia. Dirigiu-se ao mago e espetou-lhe o dedo.




- Ouve lá, "meu", esta aqui é minha amiga, e tu não lhe vais fazer nada. Já agora a tua mãe nunca te disse para lavares esses dentes antes de alguma cerimonia?




O mago sentia-se envergonhado. No fundo não passava de um picuinhas. Foi logo ver onde havia um espelho para ver se os dentes estavam assim tão maus como Miliane dizia. Ela desatou a rir mas Liliane sentiu perigo.




Nãos abia dizer porquê, mas na sua alma algo lhe dizia isso. De repente tudo pareceu estar a acontecer em camara lenta.




Olhou para Siena, Nic e Aran. Estavam a sair melhor do que esperava. Miliane estava a rir-se ali à sua frente sem nenhum sinal de ameaça. Mas então de onde vinha aquela sensação?




Olhou para a multidão viu então um brilho ténue entre a multidão. Era algo apontado a Miliane.


Todo o raciocinio foi muito rapido. Miliane sozinha desprotegida, era um alvo facil.




Correu então para a sua frente para a proteger de algo.




- Miliane! - gritou à medida que corria - foge!




Chegou a tempo para a salvar, mas não a tempo para se salvar a si propria. Uma seta cravara-se mesmo no cimo da barriga, quase no seu peito, por muito pouco acertava no coração. Podia ter dado a alma, congelado o coração, mas ainda sofria como qualquer humano com feridas carnais e venenos.




- Liliane!




Alguem chegou perto dela. Era alguem com uma capa. Parecia um rapaz mas não tinha a certez. Agora só tinha olhos para a sua amiga e ele parecia um potencial inimigo. Só precisava de se proteger.




Aquele ser encapuzado, baixou o capuz e ela olhou para alguem...que não tinha palavras para descrever, tinha uns cabelos castanhos e uns olhos castanhos cor de avelã.




- Sou um amigo, estou aqui para ajudar-te.




Hoje fica por aqui. Desculpem ter-me prolongado, sentia-me inspirada. Acho que escrevi algumas coisas que baralham uma personagem, mas não se preocupem.




Espero que gostem


Até sábado


Iruvienne



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Uma História...A nossa História...Magia e Imaginação





Olá malta


Espero que esteja tudo bem.


Sem mais demoras.




Uma conversa na prisão






Siena ouvia um barulho irritante de pingos a cair. Não se lembrava como tinha ali parado, abriu os olhos e tentou ver o que se passava para alem de uma densidade negra que a rodeava. Notou logo vários vultos deviam ser outras pessoas.


Viu umas grades mesmo à sua frente.


"Boa, só faltava termos vindo parar a uma prisão"


Viu uma janela alta onde entrava uma fraca luminosidade, lá estava a sua amiga Liliane a olhar para a rua. Sentia que algo estava errado, não estava tão à vontade como parecera naquela manhã no mercado.


Quase como se isso fosse um pensamento Liliane voltou a cara e olhou para ela.


- Já acordaste! - exclamou Liliane demasiado alegre para a ocasião.


- Pois, parece que estamos na prisão.


Liliane desceu e foi ter com ela. Notou que Siena parecia um tanto ou quanto assustada. Siena por seu turno notou o que estava mal em Liliane, era a falta de armas a que estava já habituada.


-Acho que deviamos acorda-los então. resolveu Siena voltando-se imediatamente para os ir acordar, mas foi travada pela mão de Liliane.


- Temos andando em tantas trapalhadas... deixa-os dormir, aqui pelo menos parece que estamos a salvo.


Siena olhou para ela e assentiu. Sentando-se em seguida. Não conseguia mesmo entender o que se passava, não tinham roubado, nem mentido, porque seria que estavam ali?


Liliane voltava a instalar-se junto à janela, Siena juntou-se a ela.


Notou que esta encontrava-se também muito assustada mas que não queria mostrar para não alertar os outros.


- Não precisas de ter medo, nunca estarás só. - disse Siena sorrindo carinhosamente.


A sua amiga olhou um tanto ou quanto espantada. E depois foi compreensiva e sorriu.


- Tens razão, mas a verdade é que ainda não controlo bem o meu poder. Da ultima vez, lá na ruela, mal disse uma coisa um homem morreu.


- Mas fizeste o que precisava de ser feito.


- Do que é que estão aí a falar? - perguntou uma voz sozinha vinda do escuro. Elas voltaram-se imediatamente, era um pequeno garoto e que parecia tão magro que elas nem sequer o tinham visto.


- Cala-te Thomas e volta para o escuro - resmungou outra voz mais adulta.


Siena e Liliane aproximaram-se e viram então quem eram os vultos. Homens e mulheres, jovens e crianças, com um aspecto deploravel encontravam-se ali no escuro.


Liliane aproximou-se e sentou-se junto do velho e tocou-lhe na face.


Numa voz baixa recitou algo que Siena não compreendeu mas que o velho entendeu e arregalou os olhos como se não estivesse ouvir bem aquilo que ela tinha dito.


- Conta-nos porque se esconderam de nós. - disse ela calmamente.


"Bem, isso aconteceu porque estavamos com medo. Os jovens normalmente são muito impulsivos e podiam julgar-nos mal. Depois acordas-te e olhaste-nos de uma maneira que nós sentimos um arrepiu intenso pela medula. Olha os outros tambem estão a acordar"


As duas raparigas olharam para os seus colegas a erguerem-se e a olharem para tudo com uma certa desconfiança mas assim que as viram sentadas ali no escuro, juntaram-se a elas.


"Já estão aqui todos, vou continuar. Estava a contar-vos que o mundo anda de mal a pior. A Escuridão, gente maléfica essa, amaldiçoou-nos com o seu manto de morte e a Luz serve-se dos guardiões como peoes. Já nada era como antes, em que todos conviviamos em paz e que recebiamos dádivas de ambos os lados."


- Então e os guardiães?


"Bem como vos disse os guardiaes são como peoes dos deuses, mas isso já sabem. Mas já agora esclareçam uma duvida nossa, quem é que vocês realmente são?"


Os quatro olharam-se nos olhos não sabendo bem o que responder, mas em acordo resolveram contar a verdade àqueles pobres coitados.


- Nós contamovos a nossa parte na história. - começou Nic - acreditem ou não nós viemos do futuro, viemos ao passado para descobrir respostas aos nossos problemas.


- Isso parece-me é um rol de mentiras - disse uma velha lá num canto.


- Acreditem ou não é a mais pura das verdades.


- Então como chegaram até aqui? - perguntou Thomas


- Eu tenho umas chaves que permitem viajar de mundos para mundos - respondeu Miliane


Eles calaram-se e naquele silencio algo os chamou à atenção. Um ferros a serem retirados.


Todos olharam para a porta da cela e viram o mago que os tinha enfeitiçado acompanhado por vários guardas.


Vestia agora ricamente.


- Vejo que já acordaram. - troçou ele.


Eles nem viram Liliane aproximar-se e ficar tão perto dele que os seus narizes quase tocavam. O mago ficou momentaneamente aturdido com aquela rapidez. Nicleido e Aran sentiram um feitiço a ser tecido à volta de Liliane e ainda tentaram chama-la à atençao, mas nada feito.


- Vejo que és mais habil nos feitiços que eu.


- Porque nos prenderam? - perguntou educadamente adoptando uma postura descontraida e um tanto ou quanto convidativa.


- É obvio. Vocês fizeram-se passar pelos Grandiosos Senhores os Guardiães do Segredo.


Liliane ficou a olhar para ele, o que queria ele dizer com os Guardiães do Segredo? Haveria algum segredo a proteger por de tras de toda aquela trama? Um segredo perdido pelos seculos?


- E qual é a sentença? - perguntou Aran interrompendo aquele olhar fulminante entre os dois.


- Era isso que vos vinha dizer antes de ser interpelado por esta jovem, vocês vão ser mortos de madrugada na corda à vista da população desta vila.


- Isso vai ser interessante. - comentou Siena e Miliane sorrindo abertamente. Ambas sabiam bem o que podiam fazer com os seus poderes.


- Podem sorrir muito, mas a verdade é que os vossos poderes se encontram presos dentro de vocês, eu proprio os prendi, por isso vai ser dificil evitar a corda. Agora vou deixar-vos com os vossos pensamentos.


Ambos se voltaram para Liliane à espera, sabiam que ela podia fazer alho, pelo menos sempre fazia algo para salvar das mais diversas situações.


- Não olhem para mim assim que não sei o que fazer.


Com um suspiro de derrotados sentaram-se ao lado dos outros mas Thomas perguntou ainda.


- Estavam a dizer quem vocês eram?


- Sim nós somos os guardiaes do futuro, temos algo em mãos que nem sequer sabemos o que é.


Liliane que se tinha afastado para pensar melhor juntou-se a eles.


- E não vos contei tudo, eu matei a escuridão num encontro que tive com ela, mas agora cumprindo a ancestral maldição vou ter de assumir o seu cargo.


- Isto está a tornar-se cada vez mais importante. - comentou Aran - temos uma princesa da morte mesmo ao nosso lado e amanhã de madrugada vamos todos ser mortos pela forca. Isto é mesmo hilariante.


- Não tem piada nenhuma Aran. - repreendeu Nic - os nossos poderes incluindo os de Liliane encontram-se reduzidos ao maximo, não podemos fazer nada.


- Podemos sim. Posso ensinarvos a lutar durante esta noite, e tentar arquitectar um plano de fuga. Talvez podemos fugir enquanto nos dirigimos para a forca.


- Boa ideia Liliane, e como vais começar a ensinar-nos?


- Por acaso já sentiram como se fizessem parte do vento?




Hoje fica por aqui. A imagem é na prisão.




Espero que gostem


Até sábado


Iruvienne






sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Uma historia...a nossa historia...Magia e Imaginação


Olá malta.

Hoje vou vos compensar mas têm que perceber que a minha imaginação esta semana anda como o tempo um tanto ou quanto mole e sem querer trabalhar.


Tentando...


Um começo desastroso


Os quatro amigos estavam agora presos num passado incerto. Aquela floresta a que tinham ido parar era intemporar, por isso não havia nenhum ponto de referencia relativamente à data.

- Penso que ficamos mesmo aqui presos. - disse Aran a certa altura quando a meio da caminhada pela estrada de pó tinham parado para tentarem mais uma vez abrirem um portal.

- Oh! Aran! Tens um sentido tão apurado para comentar o que é obvio! - disse Miliane já irritada. Ela tomava aquilo como insultos pessoais, sabia muito bem que a culta de estarem ali presos era sua e de Siena mas não tinha de ouvir aquilo vezes sem conta do seu amigo.

Os unicos que não se queixavam era Nic, Liliane e Siena. Estavam mais preocupados sobre descobrir onde estavam e o que haviam de fazer para acharem o caminho de volta a casa. Discutiam numa conversa privada nas suas mentes para não chatearem mais Miliane.

"Penso que viemos aqui parar por alguma razão." comentava Liliane acreditando que alguem os levara para lá e os prendera ali.

"Tambem peso assim, mas assim sendo devemos estar à quatrocentos anos atras, talvez até quinhentos" disse Nic

"Esta estrada deve levar a alguma localidade, aí podemos obter alguma informação"

A verdade era que as roupas que levavam não eram adequadas, tinham partido do deserto e agora estavam ali na fria floresta. Apressaram-se imediatamente a invocar roupas mais quentes. Liliane ficou espantada com aquilo, pois não sentia muito frio.

"Siena, acho que pelo que sentes a partir da minha mente sabes o que eu fiz e no que me tornei" disse Liliane erguendo barreiras para ela ser a unica a ouvir aquela frase

"Sei, vou avisando certas coisas para que não descaia a tua mascara, como as diferenças de temperatura, como estás...digamos...adormecida..."

"Obrigada Siena, obrigada mesmo"

A floresta seguia igual. Era chato assim, sempre os mesmos troncos castanhos e os arbustos densos. O leve cheiro humido da terra.

A certa altura Liliane parou e pediu para os outros fazerem o mesmo.

-O que se passa? - perguntou Nic em voz baixa.

- Penso que vem aí alguem.

Era verdade. A uns minutos depois viram como uma pequena carroça chegava. Pertencia a um casal de camponeses e transportavam cestos com frutas.

Para espanto deles a carroça parou.

- Querem boleia amigos? - perguntou o homem com um sorriso na cara. A mulher que ia com ele fez sinal para que subissem para junto dos cestos. Sem hesitar uma segunda pergunta subiu imediatamente.

- Sabem eu não devia fazer isto da maneira como as coisas andam... - começou a conversa

Ficaram um pouco espantados. De que maneira é que as coisas andavam? Liliane e Miliane como eram as mais calmas, encontaram-se junto do banco da frente prontas a ficarem a saber o que se passava.

- Poderiam-nos dizer como andam as coisas? - perguntou Miliane sem pensar um pouco antes. Liliane salvou-a contando logo uma mentira, contou-a com tanta facilidade que até mesmo os seus colegas por momentos acreditaram.

- É que viemos de um país longinquo, e não sabemos nada sobre o que se está a passar.

O agricultor olhou para eles, pareceu acreditar. A mulher entretanto escolhera umas maças e passara-lhes para as mãos. Eram saborosas.

- Bem acontece que estamos a sofrer uma invasão por parte da Escuridão. Andamos cheios de medo pois há traições e atentados por todos os lados.

- A nossa unica esperança são os guardiões. - declarou a mulher sorridente fazendo notar de que lado estava naquela guerra. Liliane fez-se de ingenua para saber mais.

- Quem são eles?

- Já deve ter ouvido sobre os deuses elementares: ar, água, terra, fogo e energia. Bem digamos que esses guardiães são a personificação desses deuses. Ah! Estamos quase a chegar.

Eles tentaram espreitar por cima dos ombros dos condutores da carroça e viram lá no fundo na encosta uma aldeia um tanto ou quanto à mediaval. Notavam que ela estava preparada para enfrentar um confronto grande.

- Esta aldeia é Akym uma das mais importantes do país. Depois desta só a capital bate os recordes de turismo, bem talvez isso fosse antes da guerra.

Passaram por arcos góticos, casas caiadas a branco um pouco sujo. As pessoas que andavam apressadas pelas ruas davam a notar que o preriodo pelo qual estavam a passar não era o melhor.

Numa praça, onde decorria a feira habitual, desceram e agradeceram aos agricultores que seguiram o seu caminho.

"E agora?"

"Sabemos que os guardiães estão neste mundo, devem andar por aqui não?"

"Eu acho que deviamos explorar esta terra, acho que podemos aprender um pouco mais descobrindo" sugeriu Siena ao olhar para uma banca que vendia fitas para o cabelo "já agora Liliane acho que todas nós precisamos de uma fita"

Dirigiram-se à banca e olharam uma senhora muito velha que parecia observar com atenção. Miliane seguiu o seu olhar e viu o anel de Aran a brilhar no seu dedo como alimentado por um fogo misterioso, Liliane tinha o seu colar em forma de dragão a brilhar no seu peito branco, Siena remexia na sua ampulheta para ver se ela funcionava e Nic tinha o seu colar por cima de uma camisa branca. Miliane por fim olhou para si a sua pulseira brilhava também.

"Isto não pode estar a acontecer"

"Já notaste também" respondeu liliane "aqui temos mais poder, por isso os nossos simbolos reagem, deveriamos ter tido mais cuidado"

"Vamos tentar fazer de conta que não vimos nada"

- Desculpe podia dizer-nos quanto custa estas fitas - perguntou Siena

A velha sem dizer nada entregou-as, uma para cada uma das raparigas.

Elas apressaram-se a atar os cabelos, Liliane chegou mesmo a fazer a sua habitual trança que agora lhe chegava quase até aos joelhos.

- Vocês....vocês não são....não podem ser os guardiões, eles estão na capital e quase nunca saiem sozinhos, não...

Aquilo tinha chamado à atenção da população que começava a juntar-se

- Acho que é o melhor sair daqui - sugeriu em voz baixa Aran.

- Lá estas tu com a mania de constatar o obvio.

Começaram a correr para a saida da aldeia mas depararam-se com um beco. Quando se preparavam para dar meia volta e começar a correr por outro lado chegaram os guardas.

Liliane puxou pela sua espada que ali parecia brilhar no escuro. Os outros meteram-se imediatamente longe dela para Liliane ter espaço de atacar.

- Baixa a espada menina, você ainda não tem idade para a manejar, ainda nem sequer saiu das saias de sua mãe - disse o guarda. Para espanto de todos Liliane baixou a espada mas não a embainhou.

- O que quer? - perguntou num tom gelido. Miliane e os outros arrepiaram-se e notaram que as sombras se adensavam um pouco e que um frio anormal preenchia o beco.

- Vocês podem têm de ser presos por ordem do governador.

- Acusação?- os guardas começaram-se a mexer incomodados por algo.

- Imitarem os Guardiões, fazerem-se passar por eles.

Liliane sorriu e aproximou-se dele. Ao ouvido disse-lhe baixinho

- Temes a morte? - perguntou suavemente como um predador alicia a presa.

- Tu é que devias teme-la não eu.

Liliane estalou os dedos e o homem pareceu asfixiar e cair lentamente para o chão.

Juntou-se aos aigo depois.

- Desculpem, não consegui resistir.

- Fizeste bem.

- Não sei se é bom mas eu começo a sentir-me um pouco com sono - disse Aran.

Nic voltou-se imediatamente. Viu um vulto de pé à entrada do beco

"Oh não!"

- O que foi Nicleido? - perguntou Siena enquanto se apoiava já em Miliane.

- Feitiço de sono, quando aplicado só quem o controla o pode retirar.

Todos começaram a sentir o efeito do sono e um a um cairam no chão adormecidos.

"Não são os unicos a poderem usar magis" ainda ouviram nas suas mente.



- Sim mãe, mandou-me chamar? - perguntou Yena no palácio branco da Luz.

- Sim, chamei-te. Tenho uma missão para ti.

- Estou aqui para a servir.

- Passa pela porta do tempo e vai para o tempo em que os guardiães existiram pela ultima vez, para o tempo em que tudo começou.

- Tudo começou? - perguntou um pouco curiosa, ao voltar-se para a sua mãe

- Sim onde houve o primeiro grande jogo, quando o as rivalidades começaram e as profecias foram feitas. Vai à era dos sonhos e das lendas.


Este episódio fica por aqui

Espero que gostem

Até sábado

Iruvienne




sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma história...A nossa História...Magia e Imaginação


Olá a todos

Bem a história sofreu uma pequena alteração como viram no episódio passado, não foi bem que eu desejasse mas já estava um bocadinho cansada de a batalha final fosse sempre entre o bem e o mal, não poderiam então ser provocada por outra coisa? Uma traição? Uma descoberta? Qualquer outra coisa?

É verdade que tenho outros planos para as personagens mas também é verdade que na ultima vez o episódio não saiu como eu queria, estava um pouco zangada por isso é que ocorreu tudo um pouco depressa de mais, vou tentar ter um pouco mais de calam e pensar antes de escrever.

Obrigada por terem votado naquilo que queriam ver, vou modelar as minhas ideias (que são muitas) para conseguir escrever algo de acordo com os votos.

Espero que se divirtão.


Uma viagem armadilha



O aparecimento subito de Liliane no meio daquele deserto provocou um alvoroço no acampamento. Apensas os seus quatro amigos é que percebiam o que se passava realmente.

- Voltas-te. - exclamava alegremente Miliane ao mesmo tempo que a abraçava.

- Nunca mais vos deixo, prometo - sussurrou ao ouvido de Miliane, sabia que era ali o seu lugar, sentia isso não queria voltar a deixa-los.

Todos sorriam. Cumprimentou-os a todos e depois foi puxada por Siena e por Miliane para aa suas tendas. Quando lhes perguntou porquê elas disseram que aquele vestido preto todo rasgado e sujo não se adequava à ocasião.

Elas não queriam mostrar mas Liliane conseguia perceber pelas suas caras que escondiam alguma preocupação.

- O que se passa? - perguntou ao mesmo tempo que vestia umas calças a fazerem balão e um top que deixava a barriga à mostra.

- Estás diferente, quando te abracei estava gelada como o gelo. - sussurrou Miliane um pouco envergonhada. Siena também olhava para Liliane à espera de resposta.

- Ouve pequenos imprevistos durante a minha viagem, não se preocupem. Mas e vocês o que andaram a fazer?

Os sorrisos voltaram com a mesma rapidez com que tinham desaparecido. Começaram-lhe a contar sobre o que tinha acontecido quando ela se tinha ido embora, sobre o encontro com o povo Vierno e a descoberta do avõ de Nicleido.

Ela ouvia com atenção. Pararam então um pouco na narração dos acontecimentos e foram-se sentar ao pé da fogueira onde os seus amigos já jantavam. Com eles Liliane esqueceu-se completamente de quem se tornra voltando a ser apenas Liliane, uma rapariga com os seus amigos que vivem aventuras fantásticas.

Também lhe passaram a comida, parecia deliciosa, e não se enganou. Aquela sopa tinha um sabor fantástico e ao mesmo tempo picante. Os seus amigos notavam que algo estava errado mas também eles esconderam esse receio quando a música começou.

A música era ritmada por tambores e por flautas. Depressa aquele povo do deserto que até agora lhes tinham dado privacidade estavam a dançar à volta da fogueira ao ritmo do tambor.

- Sabes nós temos tido um problema a conseguir as respostas para o nosso destino. - admitiu Aran.

- Temos andado à procura de soluções, mas o Zinty o chefe deste povo impôs uma condição para nos revelar o que sabe. - seguiu Nic

- Qual? - perguntou Liliane curiosa

- Uma rapariga qualquer está presa e deviamos ir resgata-la - disse Siena.

- Mas acontece que eu e Siena tivemos outra ideia para conseguir essas respostas.

Com aquela revelação que nem os rapazes estavam à espera deixaram todos de boca aberta.

- E sendo assim, se seguirmos o vosso plano, o que acontece a essa rapariga que deveriamos resgatar?

- Essa ideia ficava suspensa até ao fim do nosso plano, e depois iamos resgata-la.

- E qual é a vossa ideia? - perguntou Aran

- Bem, eu tenho a chave dos mundos, e Siena controla o tempo, se juntarmos os dois poderiamos, talvez, viajar no tempo.

Isso era uma ideia fantástica. Poderiam recuar até ao tempo da ultima grande batalha, falar com os antigos guardiões. Entretanto notaram que os dançarinos faziam sinal para eles se juntarem à festa.

- Eu concordo com vocês - disse Liliane sorrindo - mas agora vou dançar, à já há muito tempo que não danço.

Miliane sorriu ao sentir a deixa para ela a acompanhar. Saltando logo do lugar ela e Liliane juntaram-se aos dançarinos e começaram a dançar pela noite dentro.

"Partimos amanhã logo de madrugada" ouviram Nicleido dizer nas suas mentes enquanto ele e Aran se retiravam para dormir.


Miliane, Siena e Liliane dormiam sossegadas nas suas tendas quando ouviram um barulho do lado de fora.

- Meninas acordem já está na hora. - eram os rapazes já prontos para partirem.

Siena acordou logo seguida de Miliane, Liliane foi um pouco mais dificil de acordar, havia muito que ela já não dormia tão profundamente mas no fim já todos estavam alinhados em frente às dunas com capas pretas pelos ombros.

- Prontos? - perguntou Miliane

Todos assentiram debaixo do capuz da capa. Miliane avançou seguida de Siena. Na chave estava já a ampulheta do tempo. Ela abriu a tão tradicional porta de luz e eles entraram.


Luz...calma...e...


Abriram os olhos. Primeiro pensaram que tinha corrido mal. Afinal aquela floresta era igual à que tinham caminhado à muito tempo perto do tempo do equilibrio, não havia mais nada que denuciasse a viagem no tempo.

- Acho que alguma coisa deve ter corrido mal - queixou-se logo Aran.

- Não - afirmou Liliane avançando - este lugar é num outro tempo mas também não é no nosso mundo, viemos parar a um mundo paralelo.

- Vamos apenas voltar atrás e tentar novamente. - disse Nic voltando-se para Siena e Miliane. Elas estava devolta de qualquer coisa e pareciam estar embrenhadas em algum problema.

- Siena o que se passa? - perguntou Aran temendo algo.

- Não percebo. - murmurou Siena

- Tu não percebes e eu não acredito. A chave não funciona, ficamos presos neste mundo!



Peço desculpa deste episódio ser tão curto mas é que estou limitada de tempo e não posso estar aqui a escrever mais.


Espero que gostem

Até sábado

Iruvienne

domingo, 18 de janeiro de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Desculpem só ter posto aqui a história hoje, tenho andado tão atarefada que nem tenho tido tempo para vir aqui. Desculpem mas acho que hoje vou falar mais de Liliane, é que eu sinto-me um pouco mais inspirada para escrever hoje sobre ela do que sobre os outros.

Espero que gostem


Traçando plano

O encontro



Siena estava sozinha com Miliane na tenda. Os rapazes tinham ido com os jovens da tribo para estes lhe ensinarem a utilizar uma arma, talvez uma lança. Elas as duas tinham preferido ficar na tenda a arranjarem-se para a festa de logo à noite e a falarem.

- Sabes estive a pensar numa coisa - começou Siena ao mesmo tempo que punha de lado uma saia laranja e vermelha com muita roda e um top curto laranja um tanto ou quanto arrojado. Miliane ficou a ver o que é que ela escolhia e ficou admirada, Siena nunca tinha sido assim tão... digamos... espevitada. No entanto estava curiosa.

- O quê?

- Bem digamos, que por experiencia, ninguém vai dar informação de livre vontade, certo?

- Sim, aquele sujeito, o tal Zinty, disse que só nos daria informação se nós recuperássemos uma rapariga presa não sei a onde.

- Uma coisa que eu aprendi quando estivemos em Roma - continuando Siena começando se a vestir e sem ligar ao que Miliane dizia - é que nós normalmente aprendemos com o passado.

- O que queres dizer? Ainda não compreendi bem.

- Bem é simples se resultar. Os unicos que podem dar a informação verdadeira do que realmente aconteceu são os proprios guardiães logo se combinarmos o meu poder de recuar no tempo e a tua chave dos mundo poderiamos viajar no tempo.

Miliane ficou de boca aberta, aquilo era uma ideia estupenda. Tinham de ir contar aos outros, se aquilo resultasse podiam descobrir a verdade sobre eles proprios e sobre a sua verdadeira missão.

- Isso seria um máximo, mas acho que deveriamos esperar até que Liliane se junte a nós, seria injusto irmos sem ela.

- Espero que ela esteja bem.

- Também eu espero.


Liliane tinha saido bem cedo da casa da velha. Caminhava agora por entre ervas altas sem se importar de lhe rasgarem um pouco o vestido preto. Estava ciente de que ia fazer algo que lhe mudaria a vida, mas o seu coração dizia-lhe que tinha de fazer algo.

O sol lá no alto parecia menos brilhante, o grande vulcão no meio da ilha, adormecido, pertencia ao deus do fogo. Aquela ilha não era só a ilha dos deuses era a ilha dos elementos. Não sabia muito bem para onde ir mas o vento seu amigo guiava-a.

Ao chegar ao topo de uma encosta parou e sentou-se numa formação rochosa a comer uma maçã. Tinha de se despachar, sentia cada vez mais saudades dos seus amigos e sentia que fazia falta a eles.

Pegando novamente na sua determinação continuou a andar. Achou estranho não ver nem uma pequena criatura nem o mais pequeno animal. Não se deixando intimidar continuou.

A certa altura notou que mesmo as ervas altas iam desaparecendo dando origem a um caminho de pedras. Sem receio continuou a caminhar nele.

De repente ficou espantada. O caminho de pedras dava origem a umas escadas que desciam até às entranhas da terra.

"Que seja este o meu destino"

Retirando das costas a espada que ganhara quando matara alguém de quem gostava e invocando um globo de luz na mão oposta desceu. As escada pareciam nunca mais terem fim. Por vezes ouvia leves murmurios, mas nada que ela se assustasse.

Lembrou-se do tempo em que ela não sabia nada acerca dos guardiães, se nessa altura a ordenassem que entrasse ali, ela afirmaria logo que não. Muita coisa tinha mudado desde então.

No fim das escadas estava um lago trespassado apensa por um raio de luz numa pequena ilha ao meio. Liliane abriu a mente captando vários pensamentos, como se estivesse rodeada de pessoas, mas ouve uma que a abraçou com muita confiança.

"Liliane, em breve estarás junto a mim"

" Como chego a ti?"

No meio da ilha surgiu um cálice de prata com um liquido que ela não via. Andando sobre a água como mais não fosse do que um chão de vidro chegou à ilha e pegou na taça.

"Para chegares até mim, uma vez terás de morrer. Terás de te libertar da tua alma, do teu coração"

Liliane estremeceu. Estava com medo, teria de desistir de tudo, dos seus amigos, do seu sonho, tinha de desistir de si própria.

Tomando uma decisão ela bebeu o cálice todo, sentiu como aquele liquido entrava no seu corpo, como lentamente lhe tirava as energias, como lentamente a escuridão aumentava. Fechou os olhos. Quando os tornou a abrir estava numa sala escura com um trono à sua frente.

- Bem vinda minha filha, ao meu palácio.

Aquela voz! Tinha a certeza de já a ter ouvido, a escuridão! Mas é claro que era a escuridão em pessoa, mas o que aconteceria se... Um plano formou-se na sua cabeça, mal ela sabia que esse plano tinha surgido por influencia da Luz, tando esta a sorrir.

A escuridão aproximou-se e abraçou-a. Sabia bem aquele abraço maternal, mas também saba que havia alguma manha por de trás dele, e isso não se fez esperar. Sentiu um objecto afiado por detrás dela e desviou-se imediatamente. A Escuridão tentara-a matar.

- Agora vais-me explicar para que é que me tentaste matar sabendo que eu sou tua filha. - perguntou Liliane numa voz glacial pegando na sua espada, ali não tinha de esconder aquela fria atitude que escondia dos seus amigos.

- Precisamente. Por seres minha filha herdas-te ainda mais poder que eu és uma ameaça por isso é que trouxe até aqui para te eliminar.

Atacou-a. Mas Liliane também não se fez rogada, desviando-se atacou-a também. Ali estava um duelo que apenas se vê de alguns em algumas centenas de anos.

- Afinal não és tão má assim. Talvez julguei-te mal. - comentava a Escuridão desviando-se à ultima da hosta da espada de Liliane.

- Precisamente. - A escuridão escapara da espada, mas não reparou que na outra mão estava um punhal. por isso quando se desviou teve de lhe voltar costas, erro seu porque Liliane aproveitou essa oportunidade para lhe cravar um punhal de luz nas suas costas.

Um grito foi lançado pela escuridão não entendendo nada. Liliane aproximou-se e sussurrou ao seu ouvido.

- Parece que foi xeque-mate Escuridão.

Escuridão encarou-a e viu nela uma lider muito mais poderosa do que fora. Pela primeira vez desde há milenios sentiu medo.

Liliane por seu turno sentia uma força negra a convergir para si. Era o poder de governanta. Criados e outros acorreram à sala motivados pelo grito da sua soberana, mas apenas encontraram aquela rapariga.

- Quem és tu?

- Liliane, princesa da Escuridão, senhora da morte.

Então desapareceu daquele palácio. Tinha outra missão pela frente, encontrar os seus amigos. Pelo menos seria mais feliz com eles, e podia dizer que a escuridão não os voltava a ameaçar, se bem que viriam outros problemas.

Na ilha sentiu que o seu corpo estava diferente. Afinal tivera de pagar um preço pelo que fizera. A sua pele estava branca e gelada como gelo, o seu coração parecia ter adormecido por tempo indeterminado.

Tinha aparecido mesmo em frente à casa da velha.

- Senhora, vim e fiz o que devia, vou ter com os meus amigos.

A porta abriu-se e a velha assustou-se com o que viu.

- Então voltaste como princesa da escuridão. Então vai, vai e tem atenção com esse poder.

Então Liliane invocando as sombras desapareceu.


Siena e Miliane, juntamente com Nicleido e Aran estavam sentados à volta da fogueira. De vez em quando juntavam-se com aquele povo do deserto e com eles dançavam.

Tinham contado aos rapazes e eles concordaram com a ideia.

- Sabes. tambem gostava que Liliane estivesse aqui a divertir-se connosco. - sussurrou Aran

- Ela vai chegar dentro de poucos minutos. - afirmou Nicleido arrumando as runas de adivinhação no saco.

A verdade é que as sobras condesaram-se e todos os musicos pararam, pareciam persentir que algo se aproximava.

Os quatro levantaram-se para receber a sua amiga. À sua frente surgiu uma sombra e depois de dissipada viram que a sua amiga tinha chegado. Estava a sorrir muito contente.

- Voltei.

Não a deixaram dizer mais nada abraçando-a


O episódio fica por aqui.

Espero que gostem

Até sábado

Iruvienne





sábado, 10 de janeiro de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação

Prontos para mais um ano de aventuras e muita imaginação? Espero que sim porque eu estou super entusiasmada para continuar com esta história. Andei a pensar sobre aquilo que vocês disseram uns dias atrás, acerca de uma deusa ou uma princesa qualquer presa e quando menos esperava surgiu-me uma ideia.


Continuem comigo nesta jornada.





Revendo:


Os nossos quatro amigos tinham chegado ao acampamento do povo do deserto já à noite


Liliane que estava a caminho da ilha dos deuses para esclarecer algumas coisas.





Um deserto das memórias


Uma ilha de professias




Miliane, Aran, Nicleido e Siena já tinham descido dos camelos encontrando-se agora à frente do chefe daquele acampamento.

Encontravam-se um pouco espantados. Como é que aquele senhor sabia quem eles eram só de olhar para eles?

O estranho homem fez sinal para que seguissem atrás dele. Ele dirigia-se a uma tenda muito colorida. Era obvio que queria falar com eles em privado agora sobre o quê isso continuava um mistério.

- Bem devem estar a fazer muitas perguntas, pelo que sinto só daqui a uma eternidade é que sairiamos daqui com elas respondidas.

Quase ninguém prestou atenção ao que ele disse. Estavam todo mais atentos aos pormenores do interior da tenda. Viam-se várias almofadas espalhadas pelo chão em cima de uma carpete que os protegia das areias. Pequenas mesas e baús preenchiam um espaço da tenda e uma pequena salamandra aquecia o ambiente naquela noite gelada do deserto.

O velho deixou-os examinar bem tudo e depois tentou outra vez começar uma conversa.

- Então a escuridão começou a jogar ou têm outra razão de estarem aqui? - perguntou ele novamente deixando desta vez todos a olharem para ele. Aquela conversa de jogos irritava-os.

- Pedimos desculpa mas viemos parar aqui por acidente e depois resolvemos ficar um pouco para explorar.

- Fizeram bem. O deserto tem muitos segredos, segredos que quase ninguém se lembra, mistérios que relembram memorias dos povos anteriores. Por isso é que é chamado o deserto das memorias.

Siena olhou para Miliane, ambas notavam que o deserto afinal até nem tinha sido um mau sitio para irem. Parecia ter muitos misterios, e os misterios nunca vinham só, traziam sempre aventuras.

- Como se chama antes de tudo? - perguntou ainda desconfiado Aran, havia muito que tinha deixado de confiar no primeiro que lhe aparecesse à frente.

- Chamo-me Zinty, sou o sábio deste acampamento. Também conhecido como o guardador das memórias.

- Bem mas como nos reconheceu? Quase ninguém se lembra dos guardiões.

- Sou velho o suficiente para ter falado com os antigos.

Nicleido tentou fazer as contas. O homem que estava à sua frente parecia ter 75 anos mas segundo aquilo que ele contava deveria ter cerca de 450 anos! Era quase impossivel de acreditar.

- Bem devem estar cansados, esta tenda fica para vocês, eu tenho uma já organizada para mim no outro lado do acampamento, durmam bem.

Zinty saiu deixando-os em silêncio.

Sabiam bem que ali não era mais seguro do que de onde tinham fugido.

"Temos que estar atentos" disse Aran na mente de todos. Agora que todos sabiam falar com as mentes excluiam as vozes. Alguem podia-os ouvir do lado de forma.

"Eu achei que temos ainda muita coisa a aprender aqui, mais do que em Roma, no entanto, notei nele uma profunda tristeza" afirmou Siena

"Notaste isso? Eu também notei mas não me apeteceu perguntar sobre o que era."

"Vamos dormir, já é tarde e amanhã temos muita coisa para fazer" sugeriu sensatamente Nicleido, com as mentes ensonadas não se chegava a lado nenhum.

Amanheceu depressa demais naquele local cheio de areia. As raparigas e os rapazes levantaram-se e encontraram roupas novas para eles vestirem-se. As roupas eram essencialmente brancas e muito leves.

Ao sairem para a rua viram que no acampamento todos já haviam disperto e andavam muito atarefados. Crianças corriam atrás de uma bola de trapos, as mulheres vendiam produtos e os homens falavam uns com os outros comentando as coisas do deserto.

Partiram no meio daquele povo à procura de Zinty, queriam respostas. Notaram que havia poucas pessoas vestidas de branco como eles, eram mais de cinzento ou outras cores mais coloridas. Essa diferença faziam as pessoas olharem.

- Sinto-me mal com tanta gente a olhar - confessou Siena continuando timida.

- Então não penses assim, isto deve ter uma explicação qualquer. - acalmou Miliane

- Sim, e eu quero-a ouvir da boca daquele Zinty maluco - resmungou Aran como era seu costume.

Quando iam a chegar ao outro estremos do acampamento encontraram a tenda do sábio. Ele estava à entrada a contar histórias às várias crianças que ali se encontravam aos seus cuidados enquanto os seus pais iam trabalhar.

Parecia que lhe estava a contar uma história de fantasia em que uma princesa se encontrava presa numa terra distante à espera de ser resgatada. Era uma história muito gira até, se não fosse toda inventada.

Assim que viu que eles ali estavam à espera mandou as crianças irem brincar para outro lado.

- Vieram ver-me.

- Sim, já agora gostamos muito da história - sorriu Miliane

- Ia-vos conta-la mais tarde. Esta história é a história de uma rapariga do nosso provo presa pela escuridão. Temos estado à espera dos cinco desde há muito tempo, mas só quatro vieram.

- Então é isso que esperam de nós? - perguntou num tom acusador Aran, mais uma vez estavam a ser usados.

- Não, esperamos que encontrem as respostas que procuram. Já no passado vieram à procura delas.

Os quatro ficaram um pouco espantados, ali estava um pronto a ajuda-los e tudo o que pedia em troca era libertar uma simples rapariga sabe-se lá de onde.

- Já agora porque não participam esta noite na dança do fogo? - perguntou continuando a sorrir.

Descobriram então qual era o poder daquele homem, não era bem poder mas antes simpatia, alegria e confiança que fazia todos seguirem-no e fazerem o que ele queria. Eles deixaram-no e foram-se sentar um pouco mais longo numa duna a olhar para o horizonte.

- Isto está a tornar-se cada vez mais confuso. - disse Nic vendo ao longe uma caravana de camelos a regressar.

Miliane riu-se de repente muito alto o que fez todos olharem para ela.

- O que pensas Miliane? Também nos queremos rir. - queixou-se Aran

- Acho que Liliane faz muita falta aqui para nos guiar do que nos tinhamos apercebido.

- Ela deve estar bem e vai voltar mais cedo do que imaginas. - disse numa voz monotona Siena. Olhando para a primeira estrela do céu. Ia ser outra longa noite.


O comandante avistava a ilha do deuses passando imediatamente a informação a Liliane.

Liliane tinha vestido um vestido vermelho escuro e olhava pacientemente para o capitão. O seu destino estava quase junto dela. Quase nos seus ossos sentia a magia daquele lugar sagrado.

Quando atracaram junto a um pequeno porto o capitão chamou-a para falar com ela.

- Desculpa, mas é que tenho andado quase a noite toda a remoer o porquê de dizeres-me que eu tinha uma filha pura de alma.

Liliane sorriu e pousou as suas mãos nas enormes mãos do capitão.

- Eu queria que você pensasse que tem uma filha muito surtuda por não estar envolvida na malha do destino e que eu não era nada como ela.

- Mas és tão pura como ela, qualquer um que olhe para ti diz isso.

- Mas ao contrario de ela eu já matei, e traí alguém e isso é algo que ninguém deveria ter feito.

Ele tirou as mão das dela e olhou-a espantado. Quase odia ver o que acontecera. Pela primeira vez sentiu muito muito medo.

Liliane dirigiu-se para o interior da ilha. A paisagem era simples. Não havia uma unica arvore, tudo era coberto por arbustos e flores dos mais variados tipos. Um vento forte fazia-se sentir no entanto era acolhedor para Liliane como uma velha amiga que voltava a encontrar.

A ilha tinha vários montes, mas ela dirigia-se para uma pequena casa no fim daquela baía.

Ao chegar lá bateu à porta.

Do outro lado surgiu uma velha que olhou muito espantada para ela.

- Liliane! Há muito que te esperava.

- Quem és tu? - perguntou Liliane, sentia-se um pouco espantada e um pouco desconfiada com aquela senhora toda enrugada e curvada - como me conheces?

- A prometida à escuridão. A profecia era clara, ela renascerá servirá a escuridão não mais a luz. Ainda me lembro do nosso ultimo combate nas planicies do vento.

A velha devia estar doida. Mas continuou a falar enquanto procurava algo no interior da sua casa. Curiosa Liliane entrou, a porta aberta parecia um convite a entrar.

O interior era sobrio, as paredes eram repletas de prateleiras cobertas de livros papeis e utensilios que nem ela sabia muito bem para que serviam.

A velha procurava algo no meio daquela confusão. E no fim pareceu encontrar.

- Isto tem sido guardado para ti.

Liliane abriu a folha mostrando um mapa da ilha e um itinerario marcado.

- Isto aqui assinalado é onde tu deves ir para teres as tuas respostas. Quando conseguires volta aqui. Quero ver-te pela ultima vez talvez e falar um pouco contigo.

- Posso só passar aqui a noite?

A velha abriu muito os olhos, mas fez sinal que sim.


Estava presa naquela cela à muito tempo. O seu vestido verde estava já muito sujo. A cela era imunda e não a protegia nada bem do calor do deserto no pico do dia. Estava ali à quase 2 anos.

Ouviu o trinco da porta a abrir-se. Era o soldado que a guardada que lhe vinha trazer água e libertar por uns bocadinho os pulsos.

- Então? Mais um dia? - disse deixando a bacia com agua junto dela.

- Parece que sim. - respondeu desanimadamente.

O guarda voltou a fechar a porta e ela aproximou-se da água. A ntes de a beber olhou para o seu reflexo. Uma cara estranha com cabelos ruivos e uns olhos verdes desanimados apareceu.

- Só mais um pouco Annya - falou para consigo - só mais um pouco e já te vêem salvar.

Não se lembrava já quando tinha começado com aquela mentira, mas ela dava-lhe coragem para enfrentar mais um dia.


No dalão escuro tudo era preparado. Nunca em mais de 2000 anos o salão da Escuridão estivera tão movimentado do que naqueles dias. A Escuridão essa estava ansiosa com o dia que se aproximava.

No inicio ainda lhe perguntavam para quê tanta azáfama, e ela deixou claro que iam receber uma visita muito importante.

"Daqui a pouco, estarás aqui na palma da minha mão debaixo da minha visão, onde tudo será mais facil" pensava a Escuridão sentada no seu trono "Acabaste de perder uma peça, Luz"


A Luz estava contente, a Escuridão tinha caído na sua armadilha.

"Podes pensar que ganhas-te com aquel amaldição que lançaste à mais de 400 anos, mas eu ainda tenho um trunfo"

O som da sua gargalhada ecoou por todo o salão, uma gargalhada um tanto ou quanto maliciosa que fez com que a sua filha Yena se assustasse e temesse por algo. Sempre que aquilo acontecia algo ia acontecer.

Bem hoje fica por aqui. Não tenho bem a certeza de como ficou mas espero que tenha saido alguma coisa de jeito. Não sabia muito bem o que escrever então para iniciar bem o ano falei um pouco de todos.

Para a proxima semana sai alguma coisa mais bem pensada.

A imagem, foi uma imagem que eu gostei muito, não sei se assenta bem no contexto da história, mas pronto. Interpretem à vossa maneira, pode ser Liliane na baía a caminha da casa da velha como pode ser qualquer um dos outros no deserto (ou Siena ou Miliane).

Espero que mesmo assim gostem

Até sábado

Iruvienne