sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Aqui vamos para mais um episódio.


Nem sei o que daqui vai sair uma vez que não tenho a mais pequena ideia sobre o que escrever. Vamos ver no que dá


Espero que as férias estejam a ser boas.




Resumindo


O jogo começou e um já caiu, Oksannen. O que acontecerá a seguir? É o que vamos ver.




Preparando uma batalha


Irmãos, o reconhecimento de um amor iniciando planos








Liliane e Lin foram as primeiras a darem conta de quem a Luz falava. Oksannen estava agora no chão a tentar respirar com dificulade.


- O que tens? Como te sentes? - perguntou logo Siue pensando nos seus dons curativos.


- Não se preocupem, não vaii durar muito - com os seus olhos procurou alguem parando em Nicleido que tambem tentava perceber o que se passava - dentro do meu bolso está carta para o meu filho, ele entenderá.


Liliane sentia-se triste, não sabia dizer porquê mas ver aquele Senhor da Escuridão tão diferente da Senhora que derrotara meses antes fazia-a sentir como uma parte de si tivesse morrido.


Ao olhar para os seus colegas notou que não era a unica. Apesar de o conhecerem à pouco tempo, tinham a certeza que tinha sido um homem alegre e sempre sorridente, podendo esconder tambem o coração frio da escuridão.


Aran com todo o cuidado retirou o envelope de que falara Oksannen nos seus ultimos momentos de vida.


- Não está lacrada, qualquer um pode ler.


-Não sabemos também quem é o seu filho para lhe dar. - retorquiu tristemente Miliane. As faces das suas amigas, juntamente com alguns dos antigos guardiães estavam humidos, lágrimas rolavam pela face.


"Eu não sei snsigo aguentar isto até logo à noite" disse. Então pegando no envelope levantou-se e afastou-se. Lin foi atrás dela.


Afastaram-se daquele lugar e caminhavam juntas pelos corredores, seguindo um rumo que só elas sabiam.


Siena e Nicleido observavam-nas juntamente com Biel e Hayl.


- Aquelas duas são bem parecidas. - comentou Hayl recebendo o aceno de Nicleido.


- O que fazemos agora? - perguntou assustada Siena, ela não estava a gostar nada do rumo a que as coisas estavam a correr, não queria ter de assistir a mais nenhuma morte de um amigo.


- Temos que fazer um funeral digno de um rei, depois temos que nos preparar para a batalha. - respondeu Biel.


- A ultima grande batalha que decidirá tudo, entre o futuro de uma terra, os governantes e os deuses.


- Vai começar, o primeiro jogo vai começar e isto é apenas o inicio - disse Doroteia


- Muitos mais caíram - completou Helidoro


Aran e Miliane olharam muito sérios secando com a manga as lágrimas. A Guik Jiam estava a aproximar-se e eles iam estar presentes, mas também significavam que as coisas iam complicar-se ainda mais.


Chamando criados para tratarem do corpo e os guardiães sairam para irem tomar algo. Não sabiam onde Lin e Liliane tinham ido, mas eles tinham muito que organizar e uma vez juntos podiam trabalhar mais depressa.




Liliane seguia Lin. Ainda não tinham dito nada mas sabiam que mais cedo ou mais tarde aquele silêncio ia acabar.


- Apendeste bem o valor da paciencia - disse Lin com um sorriso, fazendo com que Liliane olhasse para ela espantada.


- Mal, ainda sou muito impaciente. Por exemplo, estava ansiosa que começasses a conversa e dissesses aonde vamos.


Os corredores pareciam todos iguais, mas os seus passos seguros diziam que seguiam no caminho certo.


- Vamos ter com o filho de Oksannen, ele não sabia mas ele e eu viemos juntos da nossa ultima missão.


- Fala-me um pouco dele e sobre o que Oksannen disse sobre uma filha.


Lin olhava para os olhos de Liliane. Ela era jovem, demasiado jovem para um guardião, tal como os seus amigos, mas sentia nela uma força imensa e uma sabedoria incalculavel. Não era só nela mas também noutros do seu grupo, mas era nela que estava mais evidente.


Dando-se por vencia começou a contar


- Há dois anos o senhor da escuridão casou-se com uma mulher tudo menos simpática mas que os seus antecessores tinham escolhido para ele. Como tradição, passados um ano e meio nasceram gémeos, um rapaz e uma rapariga, levando a um problema.


- Qual?


- Como havia dois herdeiros só um podia subir ao trono e a mulher dele não queria que fosse a rapariga, achava que ela tinha um sangue fraco então decidiu-a matar. Oksannen tinha o coração puro e soube desse plano. Numa noite ele convocou-me e junto levamos a criança para o futuro, desde então têm-se dedicado ao rapaz como se fosse ele o unico filho do casal.


Liliane mantinha-se em silêncio, não sabia muito bem o que aquilo significava mas sentia um vazio como se o mundo tivesse dado uma volta. Quando deu por si estava à frente de uma porta igual a tantas outras por onde tinham passado.


- Não sei por quê mas sinto que tu és igual a mim mas numa outra época e que estás relacionada com o passado ao mesmo tempo tal como Miliane.


Liliane sorriu e bateu à porta. Demorou um pouco mas alguem abriu-a. Liliane esperava tudo, tudo e mais alguma coisa, mas nunca aquilo que via.




Natanael estava sentado debaixo da cerejeira no seu esconderijo onde tantas tardes treinara com Miliane e os outros.


"Parece que foi numa outra era" pensou. Amarrotou mais a carta que Miliane lhe escrevera, não fora bem ela mas notava a letra miuda que escrevera apressadamente umas frases no verso.


Ele gostava daquela rapariga mas ela era uma guardã e ainda por cima do futuro! Nunca podiam acabar juntos. Quando estava assim no meio daqueles pensamentos apareceu Jolayne.


- Olá Natanael, o que se passa?


- Nada.


- Não me vais convencer assim tão facilmente.


Natanael virou a cara resignado, não se sentia assim tao à vontade para falar daqueles assuntos com uma rapariga. Mas naquele dia parecia que a sua boca abria-se mais do que a sua vontade queria.


- Disse aos nossos amigos para sairem de minha casa.


- E agora estás triste ou confuso porque não sabes o que sentes em relação a Miliane


Ele olhou-o espantado. Como é que ela sabia?


- Posso ser sereia, mas não sou burra nem cega. Se gostas mesmo dela e achas que ela gosta de ti vai e corre atrás dela.


- Mas é que ela é guardiã e de um outro tempo.


Sentiu que Jolayne dava um murro na sua cabeça


- Oh meu grandecissimo parvo! Isso não interessa a ninguem, o coração não escolhe por quem nos apaixonamos, alem do mais uma vez que ela vai para o futuro novamente tu só tens é que aproveitar os momentos em que estão juntos e não manda-la para longe de ti.


Era isso! Ele tinha que ir atrás dela enquanto podia. Abraçou Jolayne e depois correu para o barco.


- Obrigada Jolayne, por me fazeres abrir os olhos.


- De nada Natanael. Estarei sempre aqui - "para ti, mesmo que gostes dela" pensou mas não o disse em voz alta.




Biel estava com um chavena de chá entre as mãos enquanto que Hayl escrevia num pergaminho os nomes e os planos que estavam a fazer.


- Temos que convocar uma reunião com todos os governantes. E com os chefes de territorio.


Sieu e Giam falavam com Miliane e Siena acerca de como as coisas se passavam naquela terra e os tempos maus que iriam enfrentar.


- Fazia-nos falta a Lin


- A Liliane também fazia falta agora.


- Como é que as coisas estaram a correr?




Liliane estava a olhar para um rapaz que tinha a mesma idade que ela, uns olhos violetas e um cabelo preto como a noite.


- Oh deusa! - exclamou Liliane de boca aberta. Atrás de si Lin também estava espantada segurando entre as mãos o envelope de Oksannen.


- Bem podes dizer. Quem és? - perguntou fazendo um convite para entrarem no seu quarto.


O quarto era simples mas notava um pequeno toque do rapaz. A cama de casal estava a um canto, uma escrivaninha com uma cadeira, uma estante estava cheia de livros e ao pé da janela estava um cadeirão.


Liliane sentou-se lá e olhou para a rua.


- O teu pai foi morto - disse um pouco indecisa - a tua mãe matou-o mas ele deixou-te uma carta.


Ele pegou na carta imediatamente e indo para ao pé de Liliane leu a carta.




" Filho seu que não viveri muito mais. A tua mãe tem estado a tentar matar-me há muito para ficar com o trono. Tu não deves ceder perante ela, és a minha esperança, tu e uma irmã tua. É verdade, tu tens uma irmã gemea, eu e Lin mandámo-la para o futuro para a proteger das maldades da tua mãe. Procura-a e quando a achares, juntem-se e governem juntos o trono da Escuridão. Pede ajuda a Lin ela sabe o nome dela. O meu ultimo desejo é que sejas feliz. O teu pai, Oksannen"




- Agora é que me dei conta. - exclamou Lin olhando para Liliane e para Lin


- Diz-me Lin quem é ela? Como se chama? - Perguntou o rapaz correndo para a antiga guardiã segurando-a pelos ombros deixando a carta cair no chão.


- Tem calma Christian, a tua irmã ... tu já sabes quem é.


- Sou eu não é assim? - perguntou uma voz atrás do tal Christian. Ele voltou-se e viu Liliane de pé com a carta na mão. Parecia-lhe frágil naquele momento, percebia que a sua vida parecia terandado para trás.


Vivera uma vida inteira no futuro, com outras pessoas outros sonhos e agora percebia que nascera e devia ter crescido num outro tempo. Ver um irmão ali e ver o seu verdadeiro pai morrer em frente aos seus olhos sem poder fazer nada, sem poder dizer-lhe que era sua filha, devia ser chocante.


Christian voltou-se e foi ter com ela. Ela estava mesmo com lágrimas nos olhos, não fora a sua impressão. Ela limpou as lágrimas e olhou para ele com uma pergunta nos olhos.


- Sou mesmo tua irmã não sou? Isto não é mais um sonho pois não? Não é mais uma ilusão?


- Não, sou eu Christian e agora estás em segurança.


Ele abraçou-a e ouviu ela dizer no seu ouvido.


- Sabes o quanto eu sonhei em encontrar a minha verdadeira familia? E quando soube que era filha de alguem como a escuridão fiquei devastada, ela era cruel e agora ver que tive um pai tão caloroso e um irmão, foi a melhor coisa da minha vida.


Christian por sua vez sentindo aquele calor no seu coração, uma coisa que não sentia há muito


- O meu desejo era ter alguem com quem partilhar, ver uma pessoa que é minha irmã que me ajude a desabafar e a caminhar correspondeu a mais do que as minhas orações. Estou tão feliz por finalmente te ter encontrado.


- Já tinhas ouvido falar de mim? - perguntou espantada


- Lin contou-me há já muito tempo sobre uma rapariga e eu desconfiei que estivesse relacionado com a nossa familia mas nunca suspeitei que fosse minha irmã.


- Vamos ter muito que falar.


- Lá isso vamos.




Hoje o episodio fica por aqui. Escrevi sobre algo que queria escrever havia muito tempo. Mas não sei se ficou bem nesta altura, isto surpreendeu-me até a mim mesma. Espero que tenha ficado bem.


Espero que gostem


Até sexta ou sabado


Iruvienne








sexta-feira, 27 de março de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Olá malta.

Peço logo no inicio desculpa. Não era o meu dia e não devia ter dito aquilo. Devem ter ficado desanimados e não era para menos. Espero que este esteja um pouco melhor.

Mas uma noticia para vos alegrar agora é que tenho tido algumas ideias giras para escrever e que vai demorar um pouco até isto terminar.


Revendo de uma maneira geral:

Os nossos amigos no baile encontraram dois irmãos do destino. Encontraram-se um pouco à pressa com os guardiões mas não tiveram oportunidade de falar directamente com eles. Tiveram então de fugir aos curiosos que notaram as parecenças entre eles e os antigos guardiães.

Acabou no barco de regresso a casa de Natanael e ele a pedir a Miliane para partir.


O principio do jogo



Miliane estava sentada ao pé da janela à espera do amanhecer. Os seus amigos já sabiam que se tinham de ir embora e estavam um pouco tristes com o comportamento de Natanael, mas no fundo compreendiam. Quem é que ajuda estranhos que dizem vir do futuro?

Passado pouco tempo ouviu Liliane a levantar-se. Viu como ela se dirigia calmamente à janela para se sentar ao seu lado.

- Estás bem? - perguntou calmamente olhando-a nos olhos.

- Vou andando. Mas acredita que estarei melhor quando isto tudo tiver terminado e tivermos voltado para a nossa época.

- Tens razão. Temos de ir falar com os guardiões e depois vamos para outro lugar. - disse Liliane um pouco arrepiada - alem do mais este lucal dá-me arrepios, parece que estamos a ser observados constantemente.

Viram juntas como o sol se levantava e iluminava a cidade que estranhamente estava muito calma. Miliane questionava-se porque é que as pessoas não estavam na rua como todos os dias a festejar.

- Vou acordar os outros. Além disso não percebo o que fazem aqui algumas pessoas que têm casa propria.

Enquando dizia isto olhava para Oksannen e os dois irmãos, Doroteia e Helidoro que dormiam no quarto com eles.

Miliane sorriu e também foi acordar os outros. Recebeu de tudo, sorrisos, palavras e até resmungos mas no fim todos estavam prontos a partir.

Quando se preparavam para partir vira como Siena se demorava.

- O que se passa? - perguntou Aran

- Acho que deviamos deixar um bilhete, a agradecer e tudo o mais.

Nicleido colocou um envelope em cima da mesa de centro da sala ficando espantado quando notou que todos estavam a olhar para ele.

- Só fiz o que Siena sugeriu. - desculpou-se seguindo-os para a rua.

Lá fora estava tudo estranhamente calmo.

Doroteia, Helidoro e Oksannen falavam sobre a melhor maneira de adivinharem o que iria passar, se Natanael reagir bem ou não à partida deles e mais baixinho fazam apostas sobre o que é que Nicleido escrevera na carta.

Siena e Aran juntamente com Nicleido e Liliane, ao mesmo tempo que manobravam a barca falavam e brincavam com a água, coisa a que Jolayne veio juntar-se.

-Não acham estranho não vermos ninguém nas ruas? - perguntou Aran um tanto ou quanto surpreendido. Foi Oksannen quem respondeu.

- Hoje é o dia dos mortos, respeito por eles. A minha esposa tomou conta do trono da escuridão a noite passada e ela está encarregue do dia de hoje.

- Então és casado e não dizes nada a ninguém? - perguntou surpreendido Nicleido. Oksannen não parecia ser mais velho do que eles.

- Uma rapariga encantadora que já me tentou envenenar várias vezes só para ficar com o poder pleno por não lhe dar um filho varão.

- Isso quer dizer que já lhe deste um filho ou não? - perguntou Siena curiosa

- Não, dei-lhe uma filha que tive de esconder no futuro para ela não a matar, mas agora tive à pouco tempo um filho.

- Parabens!

- Mas que idade tens tu? - perguntou um pouco desconcertado Aran

- 17, mas aqui é normal casar e ter filhos cedo. principalmente entre as familias de classes mais altas

A viagem decorreu sem incomodos mas pela cidade estava um ambiente gelado e um tanto ou quanto aterrador para quem estava a começar a habituar-se à animação e cores por toda a parte.

Quem não se parecia importar-se com isso era Liliane e Oksannen que seguiam como se estivessem em casa.

Jolayne tinha trabalho a fazer no mundo submerso de modo que os deixou desejando-lhes boa sorte.

Viram como a praça da noite anterior estava sem ninguem e como o palacio de marmore branco parecia um palacio apenas de fantasmas.

- Têm a certeza de que "eles" estão aqu? - perguntou Miliane um tanto ou quanto assustada. Não estava a gostar nada daquilo

- Sim temos a certeza - garantiram em unissono Doroteia e Helidoro

A barca encostou ao pequeno porto e os nossos amigos sairam. Subiram a escadaria de pedra branca até àtrada que se encontrava aberta guardada por dois soldados com má cara.

Oksannen aproximou-se e disse-lhe algo que fez com que o guarda se afastasse e os deixasse passar. Admiraram então verdadeiramente o salão em que tinham estado.

Os dourados reinavam mas o mais estranho eram as portas que agora se viam, num dos lados e que na noite anterior tinham parecido totalmente ocultas.

- Eles já vêm - disse Doroteia amigavelmente sentando-se numas das cadeiras que Helidoro fizera aparecer para eles.

Passado pouco tempo, uma porta do lado abriu-se e por lá sairam cinco figuras. Todas elas era iguais às figuras que viram no baile. Na noite anterior pareceram-lhe tão iguais, no entanto agora que os viam melhor notavam que eram muito diferentes.

- Olá - disse uma rapariga parecida com Miliane - eu sou Gium, estes são Biel, Hayl, Siue e Lin.

- Prazer em conhecer-vos finaomente - disse Nicleido - eu sou Nicleido e estes são já vossos conhecidos Doroteia e Helidoro e Oksannen. Os outros são Aran, Siena, Miliane e Liliane

- Parece que vamos ter muito que conversar - disse rapaz que se dizia chamar Biel.

- Mas antes de tudo pergunto, onde anda a minha mulher? - perguntou Oksannen

- A sua mulher está ali dentro com a senhora da luz - respondeu Hayl .

- Então e vocês deixam as duas sozinhas? - perguntou incredulo - Elas não se suportam.

Tanto os novos guardiães como os velhos ficaram a olhar para ele.

- Isto vai acabar mal . -disse Helidoro segurando numas cartas que trouxera no bolso.

Sentiram então uma pressão de energia, habitual quando se usa magia, que provinha da sala ao lado. Sem se demorarem correram para a porta. Ao abrirem viram uma sala vazia apenas com duas cadeiras e uma unica mesa.

Sentada nas cadeiras estavam as duas inimigas. Parecia tudo normal, mas algo no sorriso das duas fizeram desconfiar.

Lin e Liliane foram as primeiras a notar o que estava mal.

Em cima da mesa estava um tabuleiro de xadrez em que as pessas eram pessoas e o tabuleiro era o mundo.

- Começamos? - perguntou a escuridão

- Estou ansiosa. - respondeu a Luz

- Temos de impedi-la. Isto vai ter consequencias terriveis! - tentou alertar Doroteia

Os novos guardiães estavam incredulos e os antigos estavam um tanto ou quanto ansiosos.

- Oh meu deus, então foi assim que tudo começou! - exclamou Nicleido

- O primeiro a cair. - afirmou a luz quando derrubou um peão

Ouviram então alguem a cair atrás deles. Ao voltarem-se viram Oksannen no chão inanimado. Perceberam então qual era a magnitude do jogo, mas quando tentaram para-las elas esfumaram-se retirando-se para um plano superior onde os aqueles seres superiores estão.

- O que fazemos agora? - perguntou Siue

- Agora preparamo-nos para o pior.


Espero que esteja um pouco melhor que o anterior

Espero que gostem

Até sexta ou sabado

Iruvienne





Natanael, esse como dormiu no seu quarto ninguem o foi incomodar.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Mais um episodio...

Quase de ferias...


Um reencontro



Siena não costumava ser aquele tipo de pessoas a tomar a primeira iniciativa ou a seguir rumos desconhecidos, no entanto tinha prometido a si mesma que naquela noite, naquele baile ia tentar mudar aquilo que era.

Quando um desconhecido a convidou para dançar não disse que não, queria muito ir dançar e será que fazia algum mal conhecer caras novas? No entanto não fora só por isso que aceitara, aquela pessoa fazia lembrar-lhe alguem.

Passado pouco tempo de dançar lembrou-se que não estava sozinha e olhou mais atentamente para ele.

- Pareces estar um tanto ou quanto a leste do paraiso. - comentou o rapaz com um sorriso. Siena não sabia o que dizer. Estava um tanto ou quanto perdida, era verdade, e um tanto ou quanto ansiosa por vir a conhecer os guardiães.

- Desculpa mas hoje não é um bom dia. - acabou por dizer

- Não te preocupes, deve ser esta tensão que existe no ar. Tem vindo a aumentar de dia para dia e hoje parece que vai ter um fim - disse o rapaz olhando para as pessoas que dançaam à sua volta.

Siena não o compreendia, como é que ele parecia saber aquelas coisas?

"Eles chegaram." ouviu dizer na sua mente. Colocou-se imediatamente em alerta.

Apercebeu-se que o seu par se aproximava de uma rapariga que anteriormente dançava com Nicleido. Passou-lhe sinal.

"Então é agora?" perguntou um pouco a medo a Nicleido pela mente.

"Parece que sim"

Aquelas duas pessoas desconhecidas voltaram-se para eles olhando para Siena e Nicleido com interesse.

- Acho melhor vocês chamarem os vossos amigos. Está na hora de conhecerem os outros guardiães.

- Mas quem é que vocês são? - perguntou Nicleido.

- Somos duas pessoas que querem ajudar. Só precisam de saber isso, por enquanto, quando estivermos todos juntos eu explico.

Siena e Nic não sabiam o que dizer. Tentaram procurar com o olhar os seus colegas e viram-nos a chegar com as mais variadas pessoas. Um de cada lado do salão.

Quando chegaram formaram um circulo grande olhando uns para os outros em silêncio. Quem reagiu primeiro foi um dos dois desconhecidos.

- Ainda bem que pudeste vir Oksannen, no entanto estou surpresa de quem foste logo encontrar.

Liliane sorriu e Oksannen fez cara de incompreensão.

- Não sei de que falas Doroteia, mas fica a saber que Lin tambem chegou mesmo a tempo.

- Já há muito tempo que não falo com ela. - disse o outro desconhecido.

- Tem calma Helidoro, em breve já falas com ela. Mas agora que estamos todos podias apresentar-nos.

Miliane e os outros sorriram finalmente mostrando-se mais animados.

- Eu chamo-me Helidoro e a minha irmã é a Doroteia, somos irmãos do destino, conselheiros, adivinhos. De tudo um pouco. - apresentou o rapaz com quem Siena tinha dançado.

- Eu sou Yena, vocês já conhecem - disse a rapariga de cabelos loiros que estava com Aran.

- Sou Oksannen. Actual senhor da escuridão. É a vossa vez. - disse apontando para os nossos cinco amigos.

- Liliane, Miliane, Siena, Aran e Nicleido - apresentou Aran que estava a ficar um pouco ansioso por ir ter com os antigos guardiães, já conseguia distinguir as vozes atrás de si ao verem os guardiaes a passarem - e agora deixem-se disso que temos de ir ter com os guardiaes.

- Então por aqui. - disse Doroteia seguindo por um lado do salão onde havia menos pessoas.

Foi então que sentiram o primeiro obstaculo, os nervos. O que dizer, o que fazer quando vissem os guardiães, parecia uma coisa impossivel. Lá fora a noite ia longa e apenas havia uma leve brisa. Mas algo acontecia, algo inesperado.

Miliane sentiu isso mas deduziu que fosse a sua ansiedade e não ligou continuando a andar depressa tentando não tropeçar nas proprias saias. Foi muito a custo que conseguiram chegar em frente do estrado onde estavam já sentados os cinco guardiães.

A primeira reacção foi o choque. Os guardiães eram iguais a eles, excepto que tinham aproximadamente 10 anos a mais, isto é, enquanto os nossos amigos tinham entre 15 e 16 anos os guardiaes deveriam ter 23 ou 24 anos.

- Isto é estranho - comentou Nicleido olhando para si proprio.

Alguem das pessoas que estavam no baile notou as parecenças e chamou à atenção das outras pessoas.

- Isto pode parecer estranho, mas isto é muito mais mau.

Havia agora mais pessoas a falarem e a comentarem, até que se instalou a confusão.

- Vamos embora daqui! - gritou Helidoro começando a correr em direcção oposta. Conseguiram, ainda sem saberem como chegarem à varanda.

Olharam para verem se tinham saida, mas a unica saida era a água lá no fundo ou então os céus.

- Posso transformar-se em dragão e levar-vos a voar para um sitio seguro. - sugeriu Miliane que tinha o poder de se transformar naquilo que quisesse.

- Não sejas parva, nem um dragão aguentaria no seu dorso 10 pessoas - disse Liliane - o que sugeres Natanael, esás tão calado que nem demos por ti.

Isso era verdade. Tinha estado tão pensativo o tempo todo que tinha passado totalmente por invisivel. Agora que olhavam melhor para ele parecia que estava muito pensativo, talvez até pensativo demais.

- Estava a chamar por Jolayne. Ela pode trazer um barco e conseguimos fugir daqui, mas temos de nos molhar.

- Só se tu não controlares o ar, não é assim Oksannen? - perguntou Liliane sorrindo, agradava-lhe a sensação de perigo, e ver uma multidão de curiosos a fazerem pergutas a darem cabo dos nervos deles parecia algo emocionante.

- É verdade, ainda vais ter que me contar quem és para saberes tanto sobre mim.

- Depois, agora contactem Jolayne. Miliane e Nicleido controlem a entrada à varanda - pediu Liliane debruçando-se sobre o varandim.

Siena fechou os olhos juntamente com Natanael para chamarem mentalmente Jolayne. Tinham de juntar poderes para conseguirem chama-la. Mas no fim conseguiram. Ela parecia espantada mas acedeu ao pedido exigindo pelo menos cinco minutos.

Quando Oksannen e Liliane debatia sobre como tecer os ventos de modo a chegarem ao barco sem se molharem sentiram umas mentes curiosas a introduzirem-se nas suas mente. Logo tentaram bloqua-la, mas era uma presença forte.

"Quem são vocês?" era uma voz conhecida. Liliane olhou para Miliane, parecia a sua voz, mas um pouco diferente. Notou que Miliane olhava espalhada para os seus colegas.

"Podem não acreditar mas nós somos os guardiaes de outra era, temos que falar" respondeu Nicleido sensatamente.

"Encontramo-nos mais tarde, nós achamo-vos, boa sorte a fugirem dos curiosos"

Ouviram um chamamento lá de baixo. Liliane ao verificar viu um barco grande e uma sereia a nadar em seu redor e a fazer sinal para descerem.

- Está na hora, vamos.

Liliane e Oksannen formaram uma especie de plataforma formada a partir de correntes de vento e uma vez todos em cima dela desceram até ao barco.

- Foi intenso - comentou com um sorriso Miliane à medida que se afastavam para casa.

- Lá isso foi, acho que nunca me vou esquecer disto. - disse Doroteia.

Foram todos juntos para o esconderijo, a casa de Natanael.

- Natanael, conta o que se passa. - sussurrou Miliane a Natanael

- Nada.

- A mim já não me enganas.

- Acho que algo grande está para vir, e tenho tido essa sensação desde que vos conheci, por vezes tenho a sensação que era melhor não vos ter conhecido.

- Queres que nos vamos embora? - perguntou Miliane assustada. Não acreditava que depois de tudo o que tinham passado juntos Natanael quisesse mante-los longe, a eles, a ela! Mas ele tinha razão. Por muito triste que ficasse era a verdade.

- Talvez fosse melhor.

- fica descansado. - Interviu Siena, vendo que a sua amiga não estava bem - vamos embora amanha, logo pela manhã.


Hoje fica por aqui. Não saiu como o esperado. Falta de imaginação e não apetecia escrevar. Espero que mesmo assim gostem

até sabado ou sexta

Iruvienne



sexta-feira, 13 de março de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Mais um episodio...


Chegada ao baile






- Muito interessante. - comentou uma voz no palácio branco onde a Luz habitava - filha!


Uma rapariga entrou e aproximou-se do trono onde a sua mãe a esperava.


- Sim minha mãe?


- Creio que já te encontras instalada na cidade para que te mandei.


- Tal como ordenas-te


- Já recebeste um convite para o baile?


- Sim, e tenho mais algumas novidades sobre isso.


- Conta-me


- Pela cidade corre o rumor que tu e a escuridão vão aparecer. Mas é impossível certo?


- Não. Somos seres imortais, mas sujeitos a doenças e feridas da carne. Quem irás encontrar nessa festa seram outras pessoas, algumas mais interessantes do que eu ou a escuridão.


- Quem?


- Não sejas demasiado curiosa. Sabes que a curiosidade matou o gato. Logo verás a quem me refiro.




Na cidade de Belisse, todos andavam atarefados a enfeitar as ruas, os barcos, e a entar arranjar as mehores roupas e mascaras para o baile. Os nossos amigos treinavam e desenvolviam amizade com Jolayne, mas no fundo, e ás escondidas, também eles estaam ansiosos pelo baile.


O simples facto de irem encontrar outros Guardiães dava-lhes animo. Nicleido já conseguia dominar bem a sua estranha armas e os outros iam pelo mesmo caminho. Porem havia algo que não batia certo.


Por vezes, quando iam à cidade comprar fruta ou outros alimentos, sentiam que alguem os observava. Não sabiam por quem ou porquê, mas sempre que sabiam sentiam um arrepiu a percorrer a coluna vertebral de alto a baixo.


- Acho que já chega por hoje. - disse Liliane baixando a sua espada. Essa iniciativa era estranha vinda de Liliane. Ela gostava de treinar sempre até ao por do sol, e naquele dia ainda ia alto.


Olharam todos para ela tentando entender o que se estava a passar. No entanto, como sempre Miliane foi a primeira a reagir.


- Que dia é hoje?


- 13 do terceiro ciclo lunar acho eu - disse Jolayne olhando ainda um pouco confusa.


Siena e Aran pareceram ter compreendido. E começaram a dirigir-se para o barco.


- Mas o que tem? - perguntou Nicleido


- Não acredito que já te esqueeste do dia em que vais conhecer o teu ancestral Guardião? - perguntou sorrindo Siena.


Aí Nicleido e Natanael sorriram também. Tinham estado tão empenhados naquela tarefa que se tinham esquecido do dia do baile. Natanael foi logo ter com Miliane tentando convence-la a ir com ele ao baile enquanto os outros combinavam como se divertirem logo à noite.


Jolayne estava junto à agua com Liliane. Olhavam para o céu e para o horizonte.


- O que se passa? - perguntou Nicleido admirado olhando para a expressão seria das raparigas.


- Nunca pensei que tivessemos recuado tanto. - murmurou Liliane - não interessa, vamo-nos divertir esta noite.


Liliane entrava para o barco. Nicleido não se encontrava satisfeito com aquela resposta então voltou a perguntar.


- O que estavas a dizer? Vais dizer o que estavas a pensar á bocadinho.


Liliane olhou em volta para ver se estava alguem a ver. Notou que Jolayne já se tinha ido embora. E estavam de regresso a casa.


- Parece que talvez esta noite vamos ver um marco histórico.




Uma sala escura no meio da cidade alguem observa atraves de uma bacia. Uma pequena lampada violeta iluminava a sala.


- Um... acho que vou ter de ir ao baile, vão acontecer coisas interessantes. Tenho de ir chamar Lin, ela vai ter que estar presente, ela e Oksannen têm de vir.




A noite já ía longa. No céu uma lua brilhava reflectindo o seu brilho nas negras águas da cidade. Barcos enfeitados com cores e flores vagavam pelas ruelas transportando os convidados para o baile no palácio de mármore.


Os nossos amigos estavam já a caminho da festa. As raparigas vestiram-se de branco e os rapazes de azul. Tinham combinado isso. Iam em grande alegria brincando e contando anedotas entrando naquela euforia da cidade. Cumprimentando todos os que os rodeavam, mesmo que não os conhecessem de lado nenhum.


Foi então que chegaram a uma praça, não era bem uma praça, mas um largo onde muitas e muitas embarcações passavam. Do outro lado erguia-se um enorme edificio branco e todo ele construido em marmore.


- Bem vindos ao palácio de marmore. - disse Natanael fazendo de guia turistico.


Os rapazes e as raparigas ficaram de boca aberta. Aquele lugar parecia mágico, não parecia, era mágico.


- Quem me dera a viver assim para sempre. - desejou Siena.


Encontaram a um pequeno porto onde várias outras embarações paravam para os ocupantes sairem e dirigirem-se para o baile.


Organizaram-se então em pares e começaram a subir a escadaria de marmore para a entrada. Lá foram recebidos por um homem todo emproado.


- Os vossos convites? - perguntou numa vós monocordica.


- Aqui estão. - Siena deu os bilhetes ao homem e entrou para o salão.


Bem, se o aspecto exterior deixava a boca aberta, o interior não deixou nada a desejar. O salão era branco e cheio de animação. Havia do outro lado da entrada um estrado onde estavam preparadas cinco cadeiras de costas altas e prateadas.


- Eu não sei o que acham, mas eu vou é dançar. - disse Siena espantando-os seguindo com um rapaz que trajava de verde para o meio da pista de dança. Natanael pegou na mão de Miliane e levou-a também para o centro da pista.


- Bem e nós o que fazemos? - perguntou Aran.


- Eu vou ali ao terraço, a noite está bonita. - disse Liliane dirigindo-se para umas janelas abertas que davam acesso a um pequeno terraço para uma outra praça.


Aran e Nicleido foram-se sentar nuns lugares.


- Como achas que serão os guardiães? - perguntou de repente Aran olhando para um grupo de raparigas que ansiava pelo seu convite para dançar.


- Sinceramente não sei o que esperar.




Liliane caminhava no terraço. Sem ter oque fazer enconstou-se ao varandim olhando para as pessoas na praça a andar de barco. Como passatempo dava uma pequena ajuda a juntar casalinhos ou qualquer coisa do género.


Ouviu um riso atrás de si mesmo quando tinha acabado de por um jovem casal a dançar num barco. Ao voltar-se viu um rapaz todo vestido de preto e com uma cara um tanto ou quanto feroz. Os seus olhos eram da mesma cor que os seus, os estranhos violetas, o que a surpreendeu.


Ele encontou-se no varandim ao seu lado


- Gostas de tecer destino.


- Passatempo engraçado.


As respostas curtas eram o melhor.


- Chamo-me Oksannen, actualmente, isto em segredo entre nós, sou senhor da escuridão.


Liliane olhou para ele e riu-se. Era estranho mas sempre tinha imaginado a escuridão como sendo raparigas. Oksannen também se riu.


- Nunca ninguém me leva a sério quando conto a alguem o meu segredo. - disse ele


- É que é estranho, estar aqui a falar sobre coisas tão...familiares.


Oksannen olhou para Liliane espantado. Ouviu-se então uns murmurios vindos do salão.


- Acho que chegaram os guardiões ou alguém importante. Entramos? - perguntou Oksannen.


Liliane viu um braço estendido e aceitando-o voltou para dentro. Ainda ouviu um chamamento dos seus amigos "eles chegaram"




Miliane estava muito contente a dançar com Natanael, numa das danças chgara-lhe mesmo a dar um beijo na cara. Estavam muito contente.


- Sabes, eu nunca esperei vir a sentir-me como me sinto agora - disse Miliane sorrindo referindo-se à felicidade do baile.


- Sabes que nem eu. - disse Natanael revelando algo mais. - sabes que eu gosto de ti não sabes?


Miliane ficou de boca aberta, devia ser do ambiente ou qualquer coisa do género.


Ouviram então alguém a anunciar algo, Miliane suspirou, fora salva pelo gongo. Olhou para o alto da escadaria interior e lá no topo da escada estavam cinco pessoas. "Eles chegaram" disse mentalmente para os seus colegas.




Aran e Nicleido tinham tido coragem para ir falar com o grupo de raparigas.


- Eu acho que te conheço - disse Aran falando para uma rapariga que tinha um vestido vermelho e uns cabelos muito loiros quase brancos


- Tu conheces-me. - disse a rapariga - pelo menos eu continuo a chamar-me Yena.


Aran esqueceu-se momentaneamente de que tinham viajado no tempo e passado ouco tempo já dançava com ela falando sobre as saudades que sentira dela e se a casa ia bem.


Nicleido ficou de boca aberta, ele e as raparigas que estavam junto dele. Mas ouve uma em particular que não parava de olhar para ele.


- O que foi? - perguntou um tanto ou quanto bruscamente.


- Creio que vais ter com que te entreter esta noite - disse ela misteriosamente aproximando-se para lhe sussurrar ao ouvido - se queres parecer que és daqui e esconder a tua verdadeira identidade convida-me para dançar.


Nic olhou para ela espantado. como era capaz de aquela rapariga adivinhar o que ele era?


Quando iam a caminho da pista de dança a rapariga parou.


- O que foi?


- Parece que tens sorte, eles vêm aí. - disse ela.


-Eles quem?


"Eles chegaram" ouviu mentalmente, percebeu imediatamente que se referia aos guardiães.




Hoje vou ter de ficar por aqui por falta de tempo. falta a siena falo na proxima semana


espero que gostem


até sexta ou sabado


iruvienne






sexta-feira, 6 de março de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Aqui vai o novo episodio...




Uma rapariga estranha


Um jardim secreto





Os rapazes tentavam encontrar as raparigas. Naquela cidade ninguem parecia dormir. Já eram altas horas da noite e ainda haviam luzes nas casas, alegria e foliões a passearem e a dançarem e a fazerem tudo e mais alguma coisa.


- Só mesmo elas para se meterem em problemas - resmungava mais uma vez Aran. Que seguia sentado na parte do meio do barco tentando ver alguma coisa por cima do ombro de Nicleido.


Ele e Natanael tentavam procurar entre os ocupantes dos outros barcos alguma coisa que lhes lembrasse as suas amigas, por vezes quando pensavam terem-nas encontrado viam que eram outras pessoas.


- Ouve Natanael, por vezes nunca fizeste nenhuma profecia? - perguntou Nicleido fazendo com que Natanael o olhasse um tanto ou quanto alarmado.


- Que eu saiba não, mas tenho lapsos de memoria desde que estou com vocês. É estranho.


Nicleido tinha andado a pensar no que aconteceu. Tinha uma leve suspeita acerca daquelas supostas falhas de memorias. Continuavam a procurar. Tinha inclusivé feito um feitiço para o barco andar um bocadinho mais depressa.


"Onde estão?"




Siena tentava nadar mas havia algo que a empurrava para debaixo de água. Aquilo estava-se a tornar insoportavel. Conseguiu libertar-se um pouco. Viu então uma luz a vir ao seu encontro.


"Miliane!" gritou ela assustada ao ver a sua amiga surgir assim à sua frente. Viu que trazia nas mãos um punhal. Viu como ela conseguiu liberta-la e mergulharam juntas para as profundezas.


"Onde arranjaste isso?" perguntou Siena referindo-se ao punhal


"Liliane conseguiu arranjar um pouco mais de forças para o formar"


Miliane parecia estar a esconder alguma coisa.


"Onde está ela?"


"A descansar um pouco lá em cima, encontramos uma aliada"


O fundo da água era negro como breu, só a pequena esfera de luz que seguia na mão de Miliane é que a guiava. Passado pouco tempo chegou cá fora. Estavam numa especie de jardim interior de uma casa.


Sentadas debaixo de uma cerejeira em flor estava Liliane como sempre calma e uma outra rapariga com um vestido azul escuro.


Tinha uma pele muito branco e um cabelo negro curto e muito encaracolado.


Quando as viram aproximar-se ficaram a olhar uns para os outros.


- Esta é Jolayne, a sereia que me salvou, a mim e a Miliane.


Siena olhou para ela há espera de ver uma barbatana escamuda mas não via nada.


- Pode parecer estranho - continuou Miliane - mas aqui as sereias não têm escamas, além do mais Jolayne utiliza magia elementar recorrendo à energia do fogo. É estranho não é?


Ouviram então alguem a chegar. Olharam para o outro lado e viram os rapazes.


- Suspeitei que estivessem aqui. - disse Natanael cumprimentando Jolayne.


- Como nos descobriste? - perguntou Siena olhando para Natanaek que avançava para Miliane para ver se estava tudo bem com ela. Ultimamente ele preocupava-se muito com Miliane.


- Eu e Jolayne somos amigos à muito tempo e descobrimos este lugar por acaso, desde então este é o nosso esconderijo.


- Alem do mais - interrompeu Aran trazendo nas mãos um mapa com uma pequena chama - chegamos aqui também pelo meu mapa.


Siena chegou perto dele e deu-lhe um pequeno murro no seu braço


- Claro que Aran tambem tinha que salvar o dia.


- Então vão descançar - disse Jolayne - amanhã é um longo dia, voltamo-nos a encontrar aqui amanhã, para nos conhecermos melhor e para por a conversa em dia.


- Fica combinado.


Foram então para casa, onde mal se viram na cama adormeceram imediatamente.




- Toca a acordar hoje temos um dia em cheio.


Nicleido acordou a ouvir esses clamores. Não acreditava que já era dia, depois da longa noite que tiveram já Miliane gritava a boa voz para acordar.


Lá fora chovia.


"Só faltava esta" pensou colocando a almofada sobre a cabeça. Sentiu que alguem a retirava e muito a custo olhou para quem a tirava.


- Acorda dorminhoco. Hoje vamos receber as nossas armas, temos que ir treinar com elas.


Nicleido colocou-se logo de pé entusiasmado. Viu como já estavam todos quase prontos com os seus fatos de treino. Até Natanael tinha uma roupa mais desportiva e a sua pequena espada à cintura.


Liliane esperava-os de olhos fechados encostada a uma parede. Encostada ao seu lado estava um embulho muito estreito encostada ao seu lado. Devia ser a sua espada, mas nunca tinha tomado atenção a ela.


Estavam todos prontos dentro de instantes e seguindo canais secundários foram para aquele pequeno jardim que no dia anterior.


- Já cheguei - ouviram uma voz a chamar. Era Jolayne que chegava pelas águas. Desta vez todos viram a sua barbatana alaranjada e depois como usava o poder do fogo para a secar e a transformar em duas pernas - só fico com barbatana quando estou na água - explicou ela.


Trazia também uma pequena lança.


- Estão todos prontos? - perguntou Liliane sorridente


Todos acenara, que sim, ansiosos.


Liliane fechou os olhos e sentiu-se uma leve brisa. Quando abriu os olhos tinha adquirido aquela postura de quando lutava.


- Miliane, queres ser a primeira? - perguntou


Miliane sentia-se insegura mas foi para frente de Miliane.


Miliane viu como Liliane se concentrava e olhava para o fundo dos seus olhos, olhando para a sua alma. Sentiu-se por momentos intimidada.


Liliane olhou para as suas mãos. Tinha nas suas mão um belo arco branco e um punhado de setas.


- Vai praticar. Estas setas nunca hão de acabar e de falhar o alvo se continuares a acreditar nelas.


- Obrigada Liliane.


- Aran. Tenho a arma ideal para ti. - disse Liliane avançando ela para a frente do olhar espantado dele. Entregou-lhe um sabre grande, ideal para o temperamento rabugento e acessos de odio dele.


A seguir foi Siena. Entregou-lhe uma arma um tanto ou quanto invulgar. Uma espada muito fina e ondulada como uma cobra. Tinha dois lenços atados ao punho que esvoaçavam levemente.


- Para dançares a dança dos lenços e das espadas. - sussurrou Liliane com um sorriso.


Ao Nicleido entregou uma lança comprinda. O mais estranho é que na extremidade da lança havia uma lamina.


- Agora pratiquem durante momentos. Natanael gostava de lutar contigo visto tambem usarmos a mesma arma.


Natanael ergueu a sua espada enquanto os outros se familiarizavam com as suas armas, Miliane chegara mesmo a lançar algumas flechas contra a cerejeira do jardim.


Liliane pegou no embrulho e desapertando as cords revelou a sua espada azul esbranquiçada como gelo. Natanael ficou espantando tanto pela espada mas como Liliane afagava a espada como se fosse um bebé.


Depois de se colocarem em posições começaram a treinar.


Jolayne treinava um pouco Nicleido sobre como usar a sua lança e Siena mostrava como devia usar o arco, visto ter aprendido quando era criança.


Quando era quase noite e já estavam todos cansados foram surpreendidos por uma novidade que Jolayne lhes contou.


- Sabem, vai haver um baile no palacio de marmore, em honra da chegada dos guardiães. Para ser mais precisa, eles estão aqui, mas à muito pouco tempo, tiveram de ir fazer qualquer coisa não sei aonde, mas esta festa vai ser para festejar o seu regresso.


- Deve ser engraçado ir a esse baile, ir ver os guardiães - pensava Miliane


- Conta conncosco. quando é? - perguntou Aran


- Para a semana.


O episodio fica por aqui.


Espero que gostem. A sereia foi uma promessa que eu fiz a um colega meu e tinha mesmo que escrever (lembra-me uma serie de televisão) e o seu nome e personalidade foi outra promessa que eu fiz a uma outra colega.


Espero que gostem

Até sexta ou sábado

Iruvienne


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Oi


Espero que esteja tudo bem.


Deixo-vos o episodio desta semana




"A cada um sua arma"


Explorando a cidade


Clarividência




Depois de colocarem o capuz da capa. Navegaram num pequeno barco, pelos canais da cidade. Tudo ali parecia uma ilusão. Desde as casas fazerem angulos estranhos e inclinando-se parecendo que vão cair, até as diferentes cores e pessoas darem a sensação de não se moverem ou andarem sobre a água de tão baixos que os barcos eram.


Os nosso cinco amigos estavam espantado. Nicleido e Miliane chegaram mesmo a por a mão dentro de água para verem se era tão fresca como parecia. Siena porem ao olhar para ela viu uma especie de vulto a nadar. Inquiriu Natanael nesse aspecto.


- Há tantos misterios acerca desta cidade tanto na parte visivel, acima da água, como na parte submersa.


Não acrescentou mais nada, mas também não era necessário. Todos sentiam que ali a magia pairava no ar, era o proprio ar, fazia parte de cada ser vivo tal como cada olho cada coração cada orgão vital.


Pararam junto de um sombriu ancoradouro. Liliane saiu logo seguido dos outros, por fim foi Natanael.


- O que fazemos aqui? - perguntou Miliane quando aceitou a mão de Natanael para a ajudar a sair do barco.


- Isto é a minha casa. Vão ficar aqui por uns dias. Ou assim espero.


- Claro! - disse Aran brindando-o com um dos seus raros sorrisos


Deixaram-no passar. Estavam curiosos para ver como seria o interior de uma casa naquela estranha cidade em que nada o que parecia realmente o era. Assim que entraram ficaram de boca aberta.


As paredes tinham tons laranja e roxos e havia almofadas a servirem de cadeiras, panos e candeias. Pareciam que tinham ido parar a um quarto que se situava nas indias.


- Não é grande coisa, mas eu gosto. - disse simplesmente Natanael com um sorriso no rosto ao ver as caras pasmadas dos cinco.


- É fantástica! - disse Miliane exprimindo os sentimentos de todos.


- Então de que estão à esperaa, sentem-se. Eu vou fazer chá de eucalipto e menta. Devem estar cansados.


Natanael parecia agora muito mais no seu elemento. Corria de um lado para o outro como se estivesse nervoso. Queria que eles se sentissem confortaveis. Sentiam agora que o seu novo amigo se sentia honrado por receber cinco guardiães em sua casa, mesmo que fossem de um tempo diferente, mas a cima de tudo queria agradar-lhes.


Siena sentou-se imediatamente num grupo de almofadas que havia junto de uma enorme janela. Lá fora via-se pequena embarcações e pessoas envergando mascaras a sorrirem e a cumprimentarem-se.


- Ainda me hão de explicar por que é que todos usam máscaras. - perguntou de Siena para ninguem em especial. Liliane juntou-se a ela nas suas contemplações.


- Todos usam mascaras para esconder as suas identidades. Aqui os nomes têm poder. - disse Natanael trazendo no tabuleiro chavenas com o chá que emanava um bom cheirinho.


Sentaram-se em volta de uma pequena mesa bebendo o chá.


- Pensando bem vocês tambem poderiam arranjar umas máscaram e umas roupas mais bonitas. Aqui estamos em festa todos os dias. Por isso é que é uma ilusão. Parece que o tempo não passa.


- Acho que vocês são mas é um pouco parvos não? - reclamou como de costume Aran.


- Acho isso até muito interessante, não saberes com quem estás a falar. Liberdade total... - respondeu Nicleido bebendo o resto do seu chá.


Sem se aperceberem as raparigas levantaram-se.


- O que se passa? - perguntou Natanael espantado.


- Eu, Siena e Miliane vamos tomar um banho e arranjarmo-nos como sugeriste. Depois vamos explorar a cidade. - disse Liliane


- Então e as nossas armas? - inquiriu Aran um tanto ou quanto desgostoso


- A viagem foi cansativa e isso iria dispender muita energia. Fica para amanhã.


- Então levem convoscom punhais. Esta cidade pode ser muito alegre mas por baixo das máscaras pode-se ocultar o rosto de um assassino. - quando disse estas palavras Natanael olhava directamente para Miliane, temia por ela.


As raparigas sairam deixando os rapazas a falarem de coisas sem jeito nenhum.




As raparigas foram direito a um quarto. Parecia que toda a casa pertencia a uma uma terra longinqua.


- Quem vai primeiro? - perguntou Siena alegremente. Tinham combinado que se arranjariam à vez e que iam tentar parecer, belas como se fossem para um baile. E depois é que iam para uma pequena embarcação que iam fazer aparecer por artes mágicas.


- Eu posso ir. - ofereceu-se como de costume Miliane como era seu costume. Enquanto ela se arranjava, na casa de banho, Siena e Liliane trocavam impressões.


- O que achas da cidade? - perguntou Siena


- Não sei, sinceramente estava melhor com os pés em terra firme. Tenho de aprender a caminhar pelas aguas - Liliane parecia um pouco em baixo.


- Anima-te, és a base do grupo tens de ser forte. Além disso acho que tens razão. Quando aprenderes ensinas-nos?


- Claro.


Começavam a acreditar que com os seus poderes tudo era possivel.


- Já estou. - disse uma voz à porta.


Era Miliane. Envergava agora um vestido vermelho ricamente bordado e os seus cabelos loiros estavam encaracolados. A sua mascara era preta bordada a dourado.


- Que tal? - perguntou dando uma volta em si mesma


- Muito bem, mas não exageras-te um bocadinho?


- Se calhar, mas quero ver se fazes melhor Siena. És a seguinte.


Siena olhou para Liliane para lhe pedir ajuda, mas Liliane já se preparava para falar com Miliane. Sem qualquer hipotese Siena foi arranjar-se.


Liliane queria abordar um tema a Miliane e agora era o momento ideal.


- Miliane?


- Sim?


- O que se passa entre ti e Natanael?


Miliane olhou para ela espantada, tinha a certeza que Liliane era muito perspicaz em relação a mentiras e outras coisas, mas nunca julgou que fosse assim tanto para as outras coisas.


- Somos só amigos. - garantiu Miliane, se bem que um leve rubor lhe tingiu as faces.


- Mas tu gostas dele. - terminou Liliane


- Por vezes é mais dificil admitir o que está à frente dos olhos.


Liliane sorriu. Tinha conseguido o que queria. Puxando o seu cabelo começou a entraçalo uma vez mais. Achava que estava comprido demais e isso estorvava-a nas lutas que viesse a ter.


Ouviu então a porta a abrir e entrou Siena. Trazia um vestido verde e também algumas linhas discretas bordadas, a sua mascara era castanha e verde. Estava bastante bonita.


- Vamos lá só faltas tu. - disseram Siena e Miliane empurrando Liliane para fora do quarto.


Liliane lá foi.


- Achas que ela está feliz? - perguntou Siena a Miliane.


- Acho que está com medo do seu poder.


-Até a compreendo, mas ela vai ter de arranjar coragem.


- Ela vai ter.


Liliane fora rapida e apareceu quase logo à porta. O seu vestido era violeta a condizer com os seus olhos, tinha tambem uma renda preta. O seu cabelo porem foi uma surpresa, tinha sido cortado pelos ombros. A sua máscara era branca com pequenos contorcidos pretos.


- Vamos? - perguntou sorridente.


- Vamos.


Passaram pela porta deixando os rapazes na sala.


Ao chegarem ao pequeno porto juntaram as mãos à sua frente, e recitando uma pequena formula fizeram um pequeno barco, parecido a uma gondola de veneza, toda cor de marfim.


Depois de entrarem fizeam um pequeno feitiço de controlo e partiram para o canal principal, onde dezenas de outros barcos passavam. Ali todos pareciam amigos, perceberam então o que Natanael queria dizer com a face escondida por debaixo da mascara.


No seu passeio até ouve um jovem que tinha dado uma flor a Liliane. Chegaram a uma praça onde a música nunca parava. Sem esperar deixaram um barco amarrado a um poste e partiram para dançar com as outras pessoas.


No inicio, nenhuma tinha muita vontade de dançar, mas passado um bocado, já os seus vestidos rodopiavam. Não sabiam com quem dançavam, mas isso não parecia ser problema. Os seus pares falavam de coisas sem importancia.


Começaram a notar um homem a olhar muito para elas.


"Está ali um homem a olhar muito fixo para nos" disse assustada Siena


"Vamos embora, encontramo-nos no barco"


E largando os pares com uma desculpa desfarrapada e dirigiram-se o mais rapidamente para o barco. Chegados lá sairam o mais depressa possivel retirando as suas mascaras para elas não cairem à agua.


- Trouxeram os punhais? - perguntou Liliane


Siena e Miliane fizeram sinal negativo.


- Não tenho forças para vos criar agora um puhal, por isso lembrem-se de tudo o que vos ensinei pois só vamos usar os nossos pulsos.


Acenaram que sim. Quando olharam para trás viram que o barco que as seguia desaparecera.


"Mas que raio...."


Um barco atravessara-se mesmo à frente fazerndo com que o barco das nossas amigas chocasse e virasse ao contrario.


Miliane, Siena e Liliane gritaram ao cair dentro de agua.


"Agora era uma boa altura para uma ajuda"




Os rapazes estavam a falar sobre como se comportarem, sobre como era a cidade e os poderes. Estavam todos a falar muito bem quando de repente Natanael parou e ficou muito quieto.


- O que se passa? - perguntou Nicleido muito assustado.


- Três raparigas num barco de marfim enfretam um só vindo do mais fundos bosques, sozinhas vão morrer, mas se apenas um de nós chegue lá o mais depressa possivel, ainda se podem salvar. -disse Natanael numa voz estranha.


Os rapazes olhavam entre si espantados. Natanael estremeceu levemente e pareceu acordar.


- O que foi? - perguntou ele


- Não sabes mesmo o que disseste? - perguntou Aran abismado.


- Não.


- Miliane e as outras estão em perigo.


Natanael olhou-o de forma como se não acreditasse no que estava a ouvir.


- Como sabes isso?


- Apenas sei, isso agora não interessa- respondeu Nicleido - temos apenas de ir para onde elas estão.


- E onde é isso ? -perguntou Aran


- Algures no canal principal


- Então de que estamos à espera? Vamos logo.




O episodio fica por aqui.


Espero que gostem


Até


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Como é Carnaval e sinto-me um bocadinho inspirada, decidi fazer um episodio extra.


A caminho da capital

A cidade das ilusões


De madrugada, ainda mal o sol tinha nascido já os nossos amigos estavam de pé a arranjarem-se para sair. Cada um tinha arranjado com magia umas roupas confortaveis para viajar. Era uma vantagem da magia, não precisavam de ir ao costureiro.

Natanael esperava cá fora pondo a sua pequena e velha espada um pouco mais cortante. Nicleido e Aran visto serem mais despachados, vieram cá para fora esperar pelas raparigas.

- Também era bom arranjarmos algumas armas para nos protegemos -disse Nicleido contemplando a espada de Natanael.

- Temos que falar com Liliane e ver o que é que ela nos arranja - comentou com Nic fazendo com que Natanael olhasse para eles de forma intrigante.

O dia estava a ficar quente, um tanto ou quanto demasiado quente para os seus gostos.

- Já estamos podemos partir. - disse Siena aparecendo à porta.

As raparigas trajavam de três cores diferentes. Miliane vestia de castanho e beje, Siena de verde e bege e Liliane de azul e beje. Pareciam ter combinado vestirem-se de forma parecida e isso era uma maneira de irritarem os rapazes.

- Prontos? - perguntou Miliane voltando a estar sorridente como sempre. Siena desconfiava de onde viria aquele sorriso, mas viu que Liliane sorria também e não conseguindo evitar sorriu também.

Depois seguindo Natanael lançaram-se também numa corrida até à capital daquele mundo.

"Fala-nos deste mundo, Natanael." pediu Siena mentalmente. Tinha já compreendido que ele podia fazer quase as mesmas coisas que eles.

Natanael não respondeu de imediato, era uma pergunta complicada nos tempos que corriam. Com uma rápida sondagem notou que estavam todos bastante curiosos.

"Se vocês insistem...

Este mundo chama-se Fyorm, ninguém sabe quem é que lhe deu nome, mas tem sido transmitido de avó para pai e de pai para filho.

Desde o começo que se ouve falar das tecedoras das teira, normalmente duas entidades superiores. Podem variar de história para história, mas elas aparecem sempre. Acontece que de momentos a momentos ocorre um jogo entre elas.

No inicio, ninguem ligava a isso, era só mais um jogo, ms depois começaram a morrer pessoas, a sucederem-se guerras e tudo o mais. Começamos então a ficar assustados.

Tal como as lendas, refugiamo-nos num ponto. Lá encontraram-se cinco jovens, notaram que cada um possuia um dom, dado pela mãe suprema e que estando juntos o seu poder crescia.

Então criaram no meio do recinto onde estavam protegido um edificio. Dizem que é enorme mas eu nunca o vi. À sua volta plantaram uma floresta tão grande que com o passar dos anos degenerou e é agora a floresta por onde corremos.

Acho que dois morreram de exaustão, lendas, mitos mas nada confirmado. Os outros três ensinaram aos refugiados tecnicas de defesa e a arte da guerra. Marcharam então para a grande batalha.

Dizem que lutaram como quem não lutava à anos, que pareciam os deuses personificados. Para mim não passam de mentiras e imaginação a mais. Mas parece que reencarnaram à uns anos, com o mesmo corpo e a mesma alma. Estranho não é.

Por isso é que não acreditei que vocês fossem os guardiães, sabem eu nunca vi de perto os outros guardiães mas eles têm quase 20 anos e vocês têm 15, será como conhecer uns vocês mas uns anos mais velhos.

Natanael calou-se deixando-os com os seus pensamentos. Realmente era estranho saberem que se vão encontrar com eles mesmos uns anos mais velhos. Como estariam?

Miliane riu-se em conjunto com Siena e Liliane.

"raparigas" pensou Aran e Nicleido

- Deve ser divertido e estranho ao mesmo tempo. Será que continuarei tão bonita? - perguntou Miliane.

- Não sejas tola. A beleza não é tudo, imagina então o que é encontrares um "eu" mais novo.

- Isso é mesmo muito mau. - replicou Liliane.

Natanael sentiu-se então espantado perante aquelas reacções. Sempre pensou que eles iriam ficar um pouco mais preocupados.

- Sabem o que é engraçado no meio de tudo isto? - perguntou Aran.

- O quê?

- É que no meio de tanta correria quando voltarmos para a escola seremos uns craques em educação física.

Siena ficou um pouco em baixo. Pensar na antiga escola trazia-lhe muitas saudades. "Isso se nós voltarmos"

- Não fiques assim. - Animou Miliane.

- Não agora temos mais em que pensar.

- Já agora Liliane - chamou Nicleido - estivemos a pensar que talvez é melhor ensinar-nos como combater com uma arma, par o caso de nos envolvermos em lutas.

- Isso é uma excelente ideia, mal tenhamos algum tempo tratamos logo disso.

- Agora parem de falar por um bocadinho e aproximem-se lentamente. - disse Natanael sorrindo.

Eles notaram que era ali que acabava a floresta estando algo muito luminoso do outro lado. Perceberam então que tinham chegado. Natanael mostrava-se verdadeiramente orgulhoso e nervoso ao mostrar aquela cidade aos seus mais recentes amigos.

eles avançavam como se esperassem algo maravilhoso e as suas espectativas foram concretizadas.

À sua frente estava um imenso lago, não, era o proprio mar. Lá no meio, casas e predios, monumentos e pontes sustinham-se sobre a agua. Tinha um efeito curioso visto a agua reflectir a cidade tornando-a ao mesmo tempo uma ilusão.

Pessoas navegavam em barcos quase rentes à agua sem notarem a beleza que os rodeava.

- Bem vindo à cidade das ilusões. Belisse Caprice Xiomar, é um nome comprido mas é o nome da cidade, normalmente é só chamada Belisse.

Ficaram ali a contemplar a cidade do mar, erguida sobre as águas fazendo com que parecesse irreal.

"Cidade das ilusões"

- Tenham atenção. Os mostros não andam só por terra e ar, também à ilusões na água. - Natanael fazia agora de guia turistico - ainda não vos contei, mas foi neste exacto local que o sábio, um homem muito respeitavel entre nós, fez a sua ultima profecia sobre vocês. Não sei se já ouviram.

Miliane recordou a profecia feita pelo povo Vierno aquando a sua visita em italia. Na altura os seus pensamentos eram outros e Liliane nem sequer estava com eles. Fez então sinal para que ele lhe contasse.

- Então uma das profecias foi assim :

Cinco virão, cinco morreram, cinco viveram, um atraiçoa-rá, cinco venceram e cinco perderam. Quatro seguiram em frente e um ficará para trás, quatro ficaram para tras e e um seguirá frente.


Num outro sitio. Num palácio de marmore branco, quatro pessoas estavam reunidas à volta de uma mesa.

- Por que nos chamaste-te aqui? - perguntou uma rapariga.

- Há umas pessoas, não consigo ver quem, mas são tão ou mais poderosas que nós. temos que ficar atentos

- Achas que vêm da parte da escuridão?

- Não sei. Vamos ter que esperar para ver.

- Quem nos dera se Lin estivesse aqui...

- Eu sei Siue, mas uma vez que não está vamos ter que nos desenrascar sozinhos.


Hoje o episodio fica por aqui

Espero que gostem

Volto sexta à noite ou sábado

Iruvienne