sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação




Olá malta






Vou explicar a situação em que me encontro e que decisão tomei. Na semana passada escrevi que a batalha final ia ser dasemana passada a dois dias. Para isso acontecer ou eu escrevo muito depressa e avanço com os acontecimentos muito depressa ou então dedico este episodio ao que se passa junto de Liliane e do povo de Eyliam e o outro episodio conto só o começo da batalha e o que se passa lá.



Eu escolhi a segunda opção, pois eu quero desenvolver o que se passa junto do estranho povo dos elfos. Peço desculpa se desagradei alguem.



Em relação à enquete sobre uma nova história... essa ideia vai ficar por enquanto suspensa, se houver novidades eu aviso.






Agora o episodio...






Um treino estranho






Liliane estava agora vestida de branco sentada debaixo de uma queda de água. Sentia a água a cair-lhe lá do alto e a molhar-lhe os cabelos caidos pelas costas. Adkerson observava-a também ele meditando à beira do lago. Tinha-lhe dito que aquilo ia purificar-lhe a alma e retirar-lhe a maldição mantendo-a pura, mas Liliane não estava muito convicta.



Ao abrir os olhos sentiu então a diferença, sentia-se em equilibrio com o que a rodeava. Adkerson pareceu também notar a diferença e fez sinal para ela sair. Ela levantou-se e foi ter com ele à sombra onde lhe colocou uma toalha pelas costas.



- A primeira tarefa está concluida. Tens a maldição retirada agora vais ter de aprender a controlar os teus poderes alem de teres uma divida para connosco.



Liliane não estava particularmente satisfeita com a segunda parte. Tinha medo dos seus poderes, sempre que utilizara realmente os seus verdadeiros poderes fora de forma quase instintiva.



- O que se passa? - perguntou Adkerson vendo que se enconlhia na toalha.



- Há medos em mim que não consigo evitar. - sussurrou Liliane como se estivesse a confessar algo.



Para seu espanto viu como o seu professor e companheiro se ria. Devia ser algo relacionado com a parte seguinte do seu treino. Ele pegou na sua mão retraindo-se quando a sentiu fria e levou-a para uma gruta escura, uma gruta muito parecida com uma em que dera a sua alma para se encontrar com a Escuridão.



Adkerson tinha nas suas mãos a espada de Liliane.



- Vai lá dentro, enfrente os teus medos e reconsilia-te com o passado. Deixa a tua espada como quem deixa os problemas para trás das costas. Demora o tempo que precisares.



Liliane pegou na sua espada, a espada que tanto lhe custara a ganhar. Deu-lhe a toalha e entrou na caverna. Assim que foi abraçada pelas sombras começou a ouvir os seus medos. Parecia pior que os seu pesadelos, mais realisticos.



Lembrou-se desde os momentos antes de conhecer os seus colegas em que era rebaixada apenas por ser diferente e por ter sonhos diferentes, depois conheceu uns amigos espectaculars e esses não foram mais os seus problemas. Fantasmas desapareceram.



Suspirou continuou em frente.



Viu pouco depois viu uma restia de luz. Provinha de uma fenda pode constatar. Desembainhando a espada, viu como ela reflectia a luz.



"Tu desde mais trabalho, foste-me fiel, agora está altura de seguir o meu caminho"



Ela enterrou-a e viu como a luz esmoreceu um pouco. O vento assolou por momentos antes de se acalmar novamente. Liliane levantou-se à espera que fosse Adkerson a vir dizer que estava pronta para continuar, mas ficou pálida quando viu a surgir das sombras a sua antiga inimiga e entretanto amiga Galaduine.



-Liliane, tu mataste-me. - acusou ela



Liliane pôs-se de joelhos e colocou-se à sua frente.



- Eu não queria... por favor perdoa-me...



Viu como a sua amiga a segurava pelos ombros e abraçou-a.



- Desculpa eu Liliane, não queria que fosse obrigada a matar-me. Não te preocupes comigo, eu estou bem.



- Vais estar sempre no meu coração.



A sombra esfumou-se e ela saiu. Parecia que o seu coração estava mais leve e não era só o seu coração mas sim toda aquela tensão que o seu corpo parecia guardar. Começou a ver a luz a surgir ao fundo da caverna.



Tudo parecia mais claro e mais reconhecivel, até mesmo Adkerson parecia diferente, mais nitido. Como se um véu tivesse de repente tivesse sido retirado.




Liliane ia tentar mais tarde perceber o que lhe dera, mas mal se viu livre daquela gruta correu e abraçou Adkerson.




- Por favor diz-me que não vou ter de voltar ali. - murmurou Liliane sentindo que ele retribuia o abraço tentando consola-la




- Não, nunca mais vais ser obrigada a entrar novamente ali. Mas agora - separou ele olhando para ela - está na hora de começarmos o outro treino. Mas primeiro vamos comer.




Juntos caminharam para o salão do palácio. Agora Liliane conseguia sentir ainda mais o equilibrio em que tudo se encontrava. Via também como o seu professor a olhava pelo canto do olho sorrindo com os resultados dos treinos.




No salão já estavam um grupo de elfos sentados à mesa. Liliane ficou espantada como eles se comportavam em sociedade, como um gesto parecia fazer parte de uma dança. Sentou-se ao lado de Adkerson e começou a falar com um elfo que estava a seu lado e ela começou a comer silenciosamente.




Apercebeu-se de uma energia que estava ao seu lado e pronta a ser usada. Ao roçar nela viu que era uma energia escura. Com medo deixou-a ficar lá quietinha antes que fizesse asneira. Viu que Adkerson olhava para ela e depois acenou-lhe com a cabeça fazendo sinal que tinha feito bem.




Depois de comer Adkerson foi falar em privado com o rei regressando com um embrulho nos braços, pareceu-lhe um tanto ou quanto carrancudo como se tivesse recebido uma má noticia e que não lhe agradasse minimamente.




Fez-lhe sinal para o seguir indo para o meio da aldeia.




Ele conduziu-a até perto de uma loja de roupa.




- O que se passa? - perguntou Liliane espantada.




- Vais arranjar-te e depois vamos viajar. A batalha vai começar dentro em breve e precisas de ir bem preparada, vais lutar com os nossos costumes e com as nossas armas por isso vou buscar as minhas coisas encontramo-nos aqui.




Liliane ficou ali a ve-lo afastar-se e depois entrou dentro da loja. Viu várias raparigas a rirem-se e a falarem umas com as outras, mas calaram-se ao ver Liliane entrar.




- Desculpem, mas é que Adkerson mandou-se entrar ele falou de uma vez que vou para uma...




- Nós sabemos, anda. - ela reconheceu Valye junto delas e com sorrisos puxaram-na para a parte de trás da loja.




Minutos mais tarde....




Liliane saiu da loja com uma capa a esvoaçar um pouco. Tinham conseguido convence-la a vestir um kimono mas de mini-saia e uns calções por baixo. Ainda estava para descobrir como é que ia lutar num campo de batalha sem protecções.




Quando saiu para a rua viu que Adkerson a esperava com um saco às costas. Quando a viu abriu um pouco a boca apressando a fecha-la.




- Está pronta Adkerson, vê se te cuidas que eu quero voltar a ver-te inteiro. - disse Valye que tinha saído atrás de Liliane e que olhava para o saco de viagem de Adkerson um tanto ou quanto duvidosa.




- Está descansada eu vou voltar.




Depois de se despedirem voltaram-se para um caminho que conduzia para fora da aldeia. A noite ia tomando lugar no vale. Liliane não sabia porquê mas tinha a sensação que seria a ultima vez que voltava a ver aquela aldeia, aquele vale.




Olhou para as estrelas, elas pelo menos podiam dizer que o que vinha aí ia ser um pouco melhor do que deixava para trás das costas. Seguiu Adkerson até ele parar.




- A partir de agora vou ser teu amigo, não teu professor nem teu superior, apenas um amigo. - declarou ele sorridente. Tinha também um pressentimento que não ia estar muito tempo perto dele.




Sorri e fui ter com ele.




- Ainda não me disseste como podia controlar os meus poderes.




- Antes de tudo, quero dar-te algo. - ele passou-lhe aquele embrulho para as mãos. Ao desembrulhar viu que era uma espada enorme, um pouco maior que a anterior. A bainha era toda azul, muito bonita e quando a desembainhou viu que a lamina era finissima.




- Tu deixaste-nos a tua espada e nós damos-te uma. A lâmina vai ser sempre a mais fina e foi feita de proposito para o teu poder. Vais poder controla-la bem




- É linda. Obrigada - disse Liliane segurando-a bem.




- Quanto ao teu poder, tu já o controlas bem, mas se te deixares levar pelo instinto também não há problema, o poder pertence-te por isso agora sem maldição já deves conseguir controlar.




Liliane sorriu e deixou-se envolver por aquela magia negra que há muito mantinha guardada para alguma emergencia. Era maravilhoso.




- Vá não te canses, vais ter uma batalha pela frente e vais ter de andar todo o caminho. - sugeriu ele.




A espada tinha uma tira e Liliane colocou-a à tiracolo enfrentando de cabeça erguida o proximo caminho.




O episodio fica por aqui. Desculpem a demora, não tenho tido muito tempo. Espero mesmo assim que gostem.




Até sexta ou sábado


Iruvienne














sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Olá

Aqui estou para mais um episodio. Tenho uma surpresa preparada para a batalha mas não se preocupem, quando chegarmos lá logo verão do que se trata.

Sabem, acho que hoje não vai precisar de nenhuma apresentação especial, apenas que vou escrever hoje um episodio, que eu espero que fique do vosso agrado, e ainda não tenho nenhuma ideia. Hão de surgir à medida que vou escrevendo.


No episódio anterior:

Liliane encontrou o povo elfico, povo Eyliam. Contaram-lhe lá que podiam retirar-lhe a maldição em troca de algo. Mas o que é que ia sacrificar mais? por outro lado o resto do grupo chegou finalmente ao campo de batalha. O que acontecerá por lá?


Iniciando o treino

Treinando para a batalha



Liliane acordou com uma pessoa a bater-lhe à porta. Levantou-se rapidamente e vestiu o seu roupão à pressa. Ao abrir verificou que era Valye, a rapariga que a acompanhara ao quarto, que trazia um tabuleiro nas mãos.

- Peço desculpa em acorda-la mas o rei mandou-me chama-la e eu vim ajuda-la a arrumar-se.

- Com certeza. O que achas que devo vestir? - perguntou Liliane abrindo as portas do roupeiro do quarto. Valye parecia pensativa mas acabou por escolher um vestido verde escuro com bordados em dourados.

- Simples mas com um pouco de requinte. - Sorriu ao passar-lhe o vestido. Vestiu-o rapidamente e pegando num pequeno pão de leite que ela lhe tinha trazido e foi quase a correr para o salão. Ainda disse um breve obrigado a Valye à medida que avançava no corredor.

Quando chegou à porta do salão parou ao pé dos guardas.

- Estás cansada - comentou um. Aquele comentário valeu um breve sorriso.

- Vim o mais rápido que podia. Podem avisar o rei Kian que eu já me encontro aqui.

- Com certeza.

Um guarda abriu a porta e anunciou que ela ali estava. Fazendo sinal Liliane entrou. Tudo parecia estar igual ao dia anterior, porem tudo estava mais luminoso e animado. Ao lado do rei estava uma mulher que ela supôs e muito bem ser sua mulher. Do outro lado estava um rapaz jovem, que aparentava serem da mesma idade,e ... muito bem aparentado.

Liliane adorava saber quem seria.

- Bom dia Liliane - saudou o rei.

- Bom dia sua majestade - disse Liliane fazendo uma vénia de cortesia.

- Tal como foi combinado pensaste na proposta que te fiz ontem

- Concerteza - afirmou Liliane pensando na proposta de remoção da maldição - estou apta para fazer for o que for para retirar a maldição, porém não sei o que dar em troca.

O rei reflectiu, mas depois o jovem sussurrou algo ao ouvido do rei com que ele pareceu concordar. A rainha porem não desviava os olhos de Liliane.

- Tens uma coisa que podes dar e fazer. Este jovem, Adkerson, vai ser teu instrutor e vai dizer-te o que precisas de fazer para pagares a tua divida para connosco, também é ele que te vai treinar.

Liliane sentia-se grata.

- Quando é que começamos? - perguntou Liliane em geral.

- Quando tu quiseres. - respondeu o tal Adkerson - Queres ir ver as vistas?

Ele fez aquela pergunta como qualquer pessoa daquela idade faria, mas isso valeu um severo olhar do rei e um riso da rainha. Depois de um assentimento os dois sairam para a rua. Ali Liliane pode ver melhor como era Adkerson. Tinha uns cabelos castanhos e uns olhos castanhos e tinha uma cara de estar quase sempre a sorrir.

- Já agora como te chamas? - perguntou sorridente encaminhando-se para um caminho de pó que seguia até uma serra proxima.

- Liliane. - tinha a noção que iam ser bons amigos.

Quando chegaram ao topo avistaram todo o vale até ao horizonte. Era uma vista absolutamente fantastica e que dava a Liliane a vontade de voar. Sabia porem que estava na presença de um estranho, e que tecnicamente era superior a ela, era seu professor.

Ele parecia olhar para o vale com o mesmo olhar ansioso que ela. Nenhum deles quebrou o silêncio até que Adkerson falou.

- Aprendeste bem o valor da paciencia, isso é bom. Mas como é obvio tens tanto desejo de voar como eu.

- Isso é bem verdade. Mas se não me engano também tu desejavas voar.

Ele sorriu, Liliane tinha acertado em cheio.

- Deram-me a missão de te ajudar porque tal como tu posso voar e tenho alguns dons bem poderosos na área da magia.

- Então e como é que isto vai processar-se?

- Quais sãos os teus medos? Os teus principais medos e fraquezas?


Aran estava a descarregar os seus alforges na tenda a que lhe estava destinado. A ele e a Nicleido. Encontrou no meio das suas coisas a espada que Liliane lhe tinha dado para treinar, havia tanto tempo que não praticava...

Doroteia entrou. Trazia na mão um punhal um pouco maior do que era habitual e parecia tão calma com o que se passava como se estivesse a passear num jardim. Pareceu espantada ao vê-lo com a espada na mão.

- Quando te vi não vi essa espada, quem ta fez? - perguntou curiosa

- Foi Liliane, fez uma arma para cada um de nós.

- Vim perguntar se quererias ir treinar comigo, acho que o confronto vai ser daqui a dois dias se os do outro lado não mudarem as suas decisões.

- Pode ser. Onde estão as outras?

- Miliane está a treinar com as outras jovens no tiro ao arco, Siena está a treinar com o meu irmão Helidoro e Nicleido está com os guardiães a colaborar na elaboração do plano de ataque.

- Ok eu vou contigo treinar.

Doroteia saiu com Aran para uma pequena arena onde alguns soldados treinavam e outros ficavam apenas a ver. Começaram a olhar para Doroteia com um bocado de incredulidade e sorrisos manhosos.

Onde é que uma rapariga, uma dama ia para o campo de batalha? E quando é que combatia com um punhal com um rapaz e numa arena publica? Mas depressa mudaram as opiniões mal começaram a combrater.

Aran podia ser rápido e ter golpes certeiros, mas Doroteia com os dons de prever o futuro previa todos os ataques de Aran bloqueando-os. Aran ficou surpreso quando passado pouco tempo já tinha o pequeno punhal no seu pescoço.

- Penso que vais ter de treinar mais nestes proximos dias, não queremos que este pequeno pescoço seja manchado de sangue.

- Não penses que vais levar a melhor da proxima vez. Quero a desforra.

Depressa começaram outra vez a lutar e a combater até que quando o sol já se estava a por pararam. Estavam estoirados mas mesmo assim tinham feito progressos. Aran já conseguira vencer pelo menos três vezes Doroteia, se bem que ainda estava para descobrir como.

Foi cada um para a sua tenda, mas quando Aran entrou na sua encontrou Nicleido com a sua lança, Miliane com o arco e um seta e Siena com aquela estranha espada. Pareciam prontos para um ataque não fossem as roupas um bocadinho mais arranjadas que o esperado.

- O que se passa? - perguntou Aran intrigado.

- Houve uma alteração no padrão tempo e espaço.

- O que queres dizer com isso? - perguntou intrigado.

- Segundo a lenda do povo Vierno a batalha passava perto do antigo templo do equilibrio numa planicie árida e que apenas três dos cinco estavam presentes - recordou Miliane

- O que não acontece. Além de que sinto que daqui a dois dias os padrões do Tempo vão ser muito fortes. - adiantou Siena agarrando a sua ampulheta

- O que quer dizer que vamos ter uma oportunidade de regressar - concluiu Nicleido - porem falta Liliane e não me apetece deixa-los sem a nossa ajuda.

- E ainda não descobrimos nada daquilo que queriamos.

Ficaram ali no silencio da tenda de Aran sem mais nada a adiantar. Aquilo era uma opção dificil e que só com muita calma e ao analisar todas as situações podiam chegar a uma decisão.


Hoje fica por aqui. Não tenho mais tempo, se bem que eu adoraria estar aqui a noite toda a escrever. A imagem é de Liliane com o povo Eyliam. Espero que gostem

Até sexta ou sábado

Iruvienne



sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Olá malta


Agora hoje vou tentar escrever um episodio decente. Achei o inicio de uma história que já tens uns bons 4 ou 3 anos. Achei-a tão interessante que decidi continuar.


Agora o episodio.


Liliane anda à procura de um povo lendário mas que nem sequer sabe se existe. Os outros encaminham-se para o campo de batalha.




Um povo estranho


Uma solução


O campo de batalha




Liliane caminhava agora por entre montes. Ali só havia erva e pequenos arbustos, o vento fustigava a capa e os cabelos dela. Sabia que mais cedo ou mais tarde tinha de achar o povo de que andava à procura, no entanto sabia também que mais cedo ou mais tarde a batalha começaria e ela tinha que voltar.


Estava mesmo prestes a dar meia volta quando sentiu que alguem se aproximava por trás, voltou-se para encarar quem vinha ter com ela. Ficou espantada ao ver um velho com uma bengala que a olhava serenamente.


Ela curvou-se numa saudação honorifica. Ele olhou-a com aqueles olhos como a avalia-la e depois sorriu.


- Olá jovem, andas à procura de algo? - perguntou amistosamente.


- Li num livro acerca de um povo fantástico andava à procura deles.


Ouve um momento em que se fez silêncio. Ambos olharam para o sol que se estava quase a por-se iluminando aqueles montes e vales com um tom alaranjado. Apenas se ouvia o vento.


- Vejo em ti o poder da escuridão e ao mesmo tempo a maldição da mesma. O mundo de hoje anda meio baralhado.


- Bem pode dize-lo.


O velho sorriu e virou-lhe costas.


- Vem, segue-me, eu mostro-to o povo de Eyliam.


Liliane não entendou o que se passara no meio daquele monte mas a sorte tinha-lhe sorrido. Seguindo o homem começou a descer até aos luxuosos vales onde um rio corria no meio de uma luxuriante floresta.


Fora precisamente por causa das florestas que tinha decidido subir ao monte, estava farta de troncos de arvores. Porem dessa vez estava um tanto ou quanto ansiosa por ir encontrar um povo estranho e que ninguem tinha encontrado durante tanto tempo.


O homem encaminhou-se para a parte mais densa e negra. O rio porem parecia ter luz propria reflectindo a lua que entretanto se tinha erguido.


Pouco tempo depois começou a ver casas. Casas simples ligadas cada uma à natureza. Viu aqui e ali pequenos pares de olhos a espreitarem e a olharem com curiosidade para os vizitantes.


O velho parecia não ter reparado e encaminhou-se para a casa maior que parecia um salão. Liliane começou a sentir-se nervosa. As altas portas de madeira abriram-se revelando um circulo de pessoas a falarem sobre algo.


Eram pessoas estranhas, cada uma parecia mais bela que a outra. Tinham um par de orelhas pontiagudas com argolas e outros tipos de brincos. Envergavam mantos magnificos e de todos os tipos de cores.


Havia um homem sentado numa cadeira de espaldar alto, Liliane presumiu que fosse o chefe daquele povo e por isso fez uma vénia. Permaneceu assim quieta e silenciosa sem saber o que mais fazer ou dizer.


O homem levantou-se e dirigiu-se a ela colocando uma das suas delicadas mãos no ombro de Liliane. Parecia que estava a dizer para ela se levantar. Percebeu então que estava na presença dos ultimos elfos daquele mundo passado.


- Tu és uma dos jovens da profecia. Liliane a que tem o poder e a maldição da escuridão.



Liliane estava espantada com o conhecimento daquele homem. Como é que ele sabia acerca do futuro? Parecia ter um olhar yão paternal que se sentiu logo reconfortada. Sabia que tinha uma maldição, as histórias sobre a batalha que se avisinhavam assim o contavam, que antes que a escuridão fosse derrotada profetizara que uma ia nascer com os seus poderes, mas que para isso tinha de matar.


- Eu sou Kian rei e senhor do povo de Eyliam. Bem vinda. Posso saber o que te trás até nós?


- Está a acontecer uma batalha entre a luz e a escuridão, a primeira delas, precisamos de ajuda.


- No entanto vieste tu. Podia ter vindo outra pessoa qualquer. Porquê


- Li uma história acerca de que podiam remover maldições, e bem fiquei na esperança de que me pudessem ajudar.


- Sabes, estavamos ansiosos que viesses, claro que vamos remover essa tua maldição mas para isso vais ter de dar algo em troca. Algo que tenha o mesmo preço da tua maldição. E depois disso vais ter que ficar aqui a treinar algum tempo antes de ires para o campo de batalha.


Liliane pensou. Que mais tinha ela para dar. Não podia dar a sua alma pois há muito que a tinha dado para conseguir matar a escuridão. Tinha que pensar nisso. E depois havia o treino, ia ficar mesmo em cima da hora de começar a batalha.


Aceitou mesmo assim a oferta que ele estava a propor. Falaram sobre a ajuda que seria essencial para a batalha e de mais alguns pormenores mas por fim Liliane ficou tão cansada que estava mesmo a fechar os olhos.


- Valye - chamou o rei Kian. Surgiu uma rapariga mais ao menos da mesma idade de Liliane com um vestido verde - guia a nossa convidada para um quarto. Amanhã voltamos a reunirmos para falarmos melhor acerca de ti. Está descansada com os outros, nos vamos ajuda-los de uma maneira ou de outra.


Liliane agradeceu e seguiu a rapariga. Aquilo afinal era um palácio e não apenas um salão. Os corredores todos em madeira davam a impressão de estarem a andar no meio do tronco de uma enorme arvore.


Chegou ao seu quarto. Como era de esperar a mobilia era feita de madeira negra. A colcha da cama era branca e a janela mostrava o vale todo e o céu estrelado.


- Amanhã chamo-a para se encontrar com Kian.


- Obrigada Valye.


Agora sozinha no quarto, sentia que a batalha ia ser dura e temia que os seus amigos não conseguissem aguenta-la. Mas sentiu também algo que há já algum tempo não sentia, medo. Tinha medo de muita coisa, tinha medo do que era, do que vinha, do que mais tinha que sacrificar para manter o equilibrio dentro de si e em seu redor.


"Quem me dera voltar ao tempo em que todos pertencemos realmente" suspirou pensando na sua casa e na vida que tinha antes de tudo aquilo lhes acontecer.



Nicleido já estava cansado de cavalgar quase dia e noite parando apenas para os cavalos não morrerem de exaustão. Ele, Aran, Siena e talvez até Miliane.


Invejava agora não terem todos à procura daquele povo e deixar a tarefa de ir para o campo de batalha com os antigos guardiães. Pois esses pareciam estar na maior, sem se queixarem e sem se preocuparem muito.


Miliane agora andava muito com Natanael de modo que também não dava conta do pessimismo em que o grupo andava. Por isso foi sem grande entusiasmo que começou a cavalgar por mais um dia.


Siena passado pouco tempo abriu muito os olhos como se não estivesse a acreditar naquilo que via.


- O que se passa Siena? - perguntou Aran


- Nunca vi uma clareira tão grande. - murmurou não querendo acreditar. Os antigos guardiães sorriram-lhes e incentivavam a andarem mais depressa.


Doroteia e Helidoro também avançaram mais depressa, nunca tinham viajado para tão longe da cidade das ilusoes, por isso aquele mundo era tão novo como para os nossos amigos.


Depressa chegaram ao local onde toda a acção se ia passar. Era uma clareira enorme, sem arvores e de terra batida. De um lado estavam tendas com todas as cores e com estandar-tes a adejarem ao vento. "O nosso acampamento" pensou Miliane. E do outro lado tendas negras.


Parecia que estava tudo calmo mas aqui e ali via-se alguma actividade.


- Bem vindo ao campo de batalha - saudou Gium continuando a andar para a maior tenda que se via destacando-se por ser a unica tenda branca no meio de tantas tão coloridas.


O episodio fica por aqui. Desculpem não ter posto ontem mas não tive tempo.


Espero que gostem

Até sexta ou sabado

Iruvienne

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação



Uma vez mais estou aqui para escrever mais um episodio.


Dizer uma coisa boa que me aconteceu? Bem achei um inicio de uma história que eu tinha começado há já muito tempo e achei curiosidade em continua-la. Mas sem ser isso parece que sexta nunca chega para vir escrever e ter um tempo livre.


Bem, posso dizer que ideias andam assim a passear pela minha cabeça, só que depois tenho um problema. Eu vejo acontecer as coisas na minha cabeça como um filme, e depois não sei como escrever a acção. Mas acho que vai sair alguma coisa de jeito.




Agora falando do que interessa.


Hoje vou falar apenas do grupo que comanda a frente de batalha, não vou falar de Liliane uma vez que ainda decorre a enquete sobre quem ela vai achar ou mesmo se vai achar algum povo, mas já tenho uma ideia sobre o seu lado mais... digamos... mórbido. Quando a enquete acabar escrevo logo sobre ela.




Não me prolongo mais, aqui vai mais um episodio.




Avançando para o campo de batalha




Miliane acordou um tanto ou quanto atordoada. Tinha tido um sonho estranho do qual não se lembrava apenas que a fizera tremer de medo até dizer chega. Talvez fosse o medo ou o anseio que sentia por ir pela primeira vez para o campo de uma grande batalha.


Ouviu baterem à porta, mesmo quando tinha acordado, até tinha a certeza de quem era. Naquele mundo só havia duas pessoas ou até talvez tres que tinham um sentido de oportunidade excepcional.


- Entre. - ordenou sentando-se na cama. Se fosse quem ela pensava que era nem precisava de se aprumar muito. No entanto a pessoa que apareceu à porta não era quem ela esperava ver.


Encontrava-se a pensar em Siena ou Doroteia, mas nunca nos seus sonhos fora imaginar que se tratava de Natanael.


Primeiro corou até à raiz dos cabelos e depois esticou-se para vestir o robe e levantou-se. Só depois reparou que ele trazia um tabuleiro com comida. Olhou-o como se estivesse a avalia-lo.


- Pequeno almoço no quarto, que mais deverias querer? - perguntou Natanael com um sorriso na cara pousando na mesa ao pé da janela. Miliane permanecia quieta demasiado espantada para acreditar naquilo que estava a ver.


Sentou-se à mesa enquanto Natanael puxava uma cadeira para se também sentar.


- Para que é tudo isto? - conseguiu finalmente dizer enquanto colocava açúcar no chá. Não conseguia admitir mas estava encantada com Natanael.


- Hoje vamos embora daqui, então achei melhor vir-te acordar cedo para não termos de esperar por ti.


- Pois, já me tinha esquecido disso. - Miliane ficou um tanto ou quanto assustada, para já montar, pois porque ouvira dizer que até ao campo de batalha a cavalo, e depois o grande combate.


- Não fique assim, olha vou chamar Siena para te vir arranjar para a viagem, espero-te lá fora.


Ela ficou a olhar para a porta por onde Natanael tinha saido. Tinha a chavena a meio caminho para a boca e ali ficou "Se calhar deveria dar-lhe uma hipotese, afinal não vamos ficar por aqui muito tempo".


Siena apareceu à porta e ficou espantada a ve-la a comer.


- Vejam só quem teve direito a comer no quarto. Também quero. - brincou Siena - Mas agora vamos arranjar Christian e Lin já estam a preparar os cavalos.


- Que bom, cavalinhos. - disse sem tom, sem qualquer alegria na voz.


- Vá arranja-te.


Siena ajudou Miliane a acabar com as bolachinhas de chocolate e ajudou-a a arrumar uma mala com algumas roupas e acessorios que uma rapariga não pode deixar para trás. Nos corredores haviam alguns criados numa azáfama louvável a correr de um lado para o outro com sacos ou outras coisas nas mãos.


Quando chegou à parte traseira do palácio ficou espantada ao ver uma ligação de terra à costa, já começava a ficar habituada aos canais de águas. A floresta também começava a alguns passo, notava-se bem a mãozinha de Siue em cada arvore gigantesca.


Já estavam lá os seus amigos a prepararem-se para montar. Nicleido estava junto de Biel a darem as ultimas indicações ao general. Miliane viu então como Doroteia e Helidoro vinham ter com eles.


- Bom dia Miliane, tomaste um bom pequeno almoço? - perguntou Helidoro. Afinal sempre houvera ali coisa.


- Vocês os dois são capazes de enervarem uma pessoa pelos cabelos.


- Vou levar-vos aos vossos cavalos.


Siena aproximou-se do seu cavalo castanho como há muito estivesse habituada a fazer aquilo. Miliane ficou a olhar para ela espantada.


- Como é que aprendeste?


- Tudo o que aprendeste no passado reflecte-se no presente.


Miliane aproximou-se do cavalo a que lhe estava destinado. Era cinzento prateado, não soube explicar mas desde que pusera a vista em cima amou-o logo. Aproximou-se e tentou monta-lo, então sentiu logo uma familiaridade incrivel e montou-o.


Sabia bem montar, como se há muito soubesse como deveria fazer. Aproximou-se da frente onde estava Aran e Gium. Estaam ansiosos à espera de ordem para avançar.


- Pronta?


- Não podia estar mais ansiosa. Então e os outros guerreiros?


- Já estão no campo de batalha, nós devemos ir entretanto.


Ouviu-se uma ordem do fundo do grupo que ordenava que avançassem. Os cavalos começaram a andar e depressa estavam no meio do pinhal. Aquilo parecia com o que sempre quisera viver, liberade e sem ter com o que se preocupar.


Nicleido veio fazer companhia, a sua cara também mostrava o prazer que sentia sempre que o cavalo acelarava.


Passado algum tempo pararam para descansar. Sem se aperceberem tinha passado um dia. Miliane sentiu então as dores de ter cassado um dia inteiro numa sela. À noite quando estavam de volta da fogueira improvisada olhou para as estrelas do céu.


"Espero que a tua viagem esteja a correr bem" pensou sem imaginar que a alguns muito quilometros do local Liliane olhava também para as estrelas.




Hoje fica por aqui. Espero que gostem. A imagem deveria ser Miliane a tomar o pequeno almoço, foi a melhor imagem que achei para esse momento


Até sexta


Iruvienne




sexta-feira, 17 de abril de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Olá malta

Estou aqui com as ideias um pouco baralhadas, é que isto de escrever duas histórias ou mais ao mesmo tempo dá cabo da cabeça. Bem...não há-de ser nada.

Também é culpa de uma certa professora que mandou escrever em 10 min um poema e a minha caneta só andou um pouco rápido demais e... esgotei as ideias! Não se preocupem, tenho uma fonte de ideias que me ajuda a construir a historia, só que por vezes avançamos depressa de mais e esquecemos novamente o que decidimos.


Avançando para outros assuntos.

No ultimo episodio Liliane partiu à procura de um povo imaginário notando que os seus poderes estavam mais fracos. Miliane começou a ser o alvo da "caça ao coração" por parte de Natanael. Os outros preparam a batalha.


Espero que gostem...


Recuperar poderes

Falando à lareira




Liliane ainda voava durante a noite quando começou a sentir mais imensamente a fraqueza do seu poder e a perder o seu autocontrolo sobre a sua frieza. Não queria sucombir a esse lado da sua personalidade mas não aguentou muito e passado pouco tempo, já os seus olhos e o seu porte transmitia altivez e uma frieza anormal.

Tinha que recuperar o seu poder mas como? Viu então uma aldeia depois de sobrevoar um bocado de pinhal. Parecia que havia alguma festa na praça, então pousou nos arredores da aldeia e deixou o seu lado frio tomar a iniciativa.

À medida que andava por entre os altos pinheiros em direcção, sentiu o seu poder a colocar uma saia em vez de calças e deixou o seu cabelo voar. Ao chegar ao baile viu vários aldeões a divertirem-se.

Havia ali várias outras pressoas a dançarem ou apenas a verem por debaixo de enfeites garridos, mas houve um simples rapaz, um pouco mais velho que lhe chamou a atenção. Parecia forte e muito orgulhoso.

Esse rapaz exibia uma espada comprida. Sentiu então uma vontade imensa de retirar da sua cara aquele sorriso estupido que ele exibia como se fosse o senhor de tudo. Então deixou o poder dela fluir até chegar até ele.

"O que estás a fazer Liliane? Queres mata-lo?" uma imagem de sangue dele a tingir os seus lábios, a provar aquele liquido fez com que se arrepiasse mas ao mesmo tempo um sentimento como desejo.

Sinceramente não percebia o que se estava a passar. Mas quando deu por si já aquele rapaz estava à sua frente a preparar-se para a beijar.

"Acho que fui longe demais"

Colocou um dedo branco e frio sobre os seus lábios sentindo aquele sangue a correr quente nas veias dele. Sentia quase a perder o controlo e mata-lo ali mesmo, mas o raciocinio e a mente sã daquele lado da personalidade não o permitiram e assim puxou-o para o meio do pinhal, para longe da aldeia.

- Quem és tu beleza? - perguntou ele pensando que a seduzira.

Liliane trocou novamente a saia pelas calças pretas e retirou a sua espada azul esbranquiçada como cristal fazendo uma pequena diferença. No cabo da espada estava um lenço preto que se movia lentamento parecendo uma ilusão.

O rapaz olhou-a espantado. Ao olhar para os seus olhos notou que não transmitiam nenhuma emoção alem de morte.

- Sabes dançar a dança dos lenços afiados, rapaz? - perguntou ao rapaz como se fosse superior

- Não sou nenhum rapaz, e sei, sei dançar essa dança, mas as raparigas não costumam dança-la.

O rapaz retirou a ua espada e retirando do bolso dois lenços atou um ao cabo da sua longa espada e o outro segurou na outra mão. A dança dos lenços afiados era uma dança feita com lenços e capas para criar ilusões e não deixarem ver as lâminas.

Liliane nunca tinha dançado, mas o seu instinto a impelia a fazer isso aquilo. Começou a dançar de forma um tanto ou quanto convidativa, ele acedeu e começou a aproximar-se fazendo os lenços moverem-se de forma mais rápida.

Ela girou sobre si mesma fazendo não só o lenço da sua espada mas também a sua capa voar. O desejo de o mantar aumentou ainda mais. Queria tirar proveito da luta mas o seu desejo era mais forte por isso quando a luta atingiu o seu auge, em que o rapaz, nem sabia como tinha conseguido fazer um arranham na sua palida face fazendo com que um fio de sangue corresse pela face.

- Não quero demorar mais - suspirou Liliane

Sem piedade conseguiu tirar a vida daquele rapaz. Gostou com um prazer um tanto ou quanto mórbido de ver a luz dos olhos daquele rapaz perderem a luz e sentiu o sangue dele a manchar as suas mãos.

Quando ele estava no chão não aguentou e bebeu um pouco daquele liquido vermelho, não foi muito pois a sua outra personalidade dizia que aquilo era nojento. E sentiu-se revigorada e os poderes novamente completos.

Quando se ia a afastar para retomar a viagem olhou novamente para o corpo inerte no chão.

"No que é que me tornei? Tornei-me num monstro" pensou amargamente antes de estender as asas aos céu agora que mostrava um tons da alvorada e retomou a sua viagem em busca de um povo imaginário.


Estavam todos reunidos à volta de uma mesa cheia de papeis. Eram Nicleido, Aran, Miliane, Siena, Helidoro, Doroteia e os antigos guardiães, juntamente com o general. Discutiam a maneira como deviam conduzir as tropas através da floresta.

- Acho que primeiro deviamos levar apenas mil, pois não sabemos o que iremos encontrar e depois penso levar reforços.

- Acho uma ideia excelente. -comentou Biel anoando aquela informação num papel.

- Pronto acho que é tudo por hoje, amanhã discutiremos o resto general Gustavo - disse Gium despedindo-se do general.

Os antigos guardiões tratavam aquilo com um certo enfadonho enquanto que os nossos amigos estavam um tanto ou quanto mais entusiasmados, mas mesmo assim, cansados. Sempre tinham imaginado que em tempo de guerra haveria coisas mais práticas.

- Bem quanto a nós vamos descansar - disse Siue levantando-se para se ir embora.

- Nós vamos ficar a falar um pouco na sala comum - disse Aran, queria falar um pouco, sentia-se cada vez mais incomodado naquele mundo, parecia que estava a sonhar a unica coisa que não dava indicio disso era a presença dos seus amigos.

No corredor dividiram-se. Helidoro e Doroteia também se dirigiram para os seus quartos, desculparam-se com "um futuro incerto que queriam ver" e Natanel disse que queria ficar a sós para elaborar os seus planos de conquista e foi para o quarto também. Eles por se turno foram para a sala comum. Uma sala mais pequena naquele enorme palácio.

A sala era só para eles. Quando entraram sentiram-se um pouco mais confortaveis. Havia uma lareira acesa e uns sofás vermelhos. No chão estava uma alcatifa que convidava a sentarem-se em cima dela.

Aproximaram-se da lareira e sentaram-se exaustos das reuniões.

- Isto dá cabo de mim. - queixou-se Miliane deitando-se na alcatifa em frente da lareira.

- Eu mesmo assim sinto que algo ainda não está decidido. - intrigou-se Siena

- Tens razão. - concordou Nicleido - ainda à lenda do povo vierno e do deerto em que os guardiões passam desta para melhor.

- Eu nunca acreditei muito nisso. Estás muito calado Christian, passa-se alguma coisa? - perguntou intrigado Aran

- Como é Liliane? - perguntou um tanto ou quanto timido.

Os guardiães riram-se. Aquilo andava a pesar-lhe na consciencia, não conhecer suficientemente bem a sua irmã. Além disso dizerem a alguém como era a sua amiga, uma guardiã era estranho.

- Ela é diferente de nós. Não muito mas já sofreu muito mais que nós.

- Pois parece que tudo lhe acontece a ela.

- Ela é simpática e forte, corajosa e leal.

- Adora voar. - acrescentou Miliane

- Pois isso.

- E como é que ela se relaciona com o vosso grupo? - perguntou curioso em relação ao seu poder.

- Ela é uma guardiã, princesa da escuridão e senhora da morte. Mas não te preocupes, ela pode ser cruel e fria mas apenas quando quer.

- Eu já a vi assim e digo que não queria te-la como inimiga - disse Nicleido encostando-se no sofá.

Christian pensou agora na sua irmã com outros olhos. Quando a vira parecera-lhe muito fraca, mas se era como aqueles jovens diziam ela era muito mais poderosa. Também tentou olhar para aqueles guardiões.

Pareciam apenas garotos, sem experiencia do mundo real, via-os ali a rirem-se e a divertirem-se mesmo à beira de uma grande batalha, no entanto sempre que os olhava nos olhos via um poder que ele não compreendia e sabia que eles podiam fazer muitas coisas no destino, se quisessem.


Hoje fica por aqui. A imagem é para retratar um pouco a dança dos lenços afiados e não tive tempo para arranjar uma melhor, desculpem.

Espero que gostem

Até sexta/sábado

Iruvienne



sábado, 11 de abril de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação

Olá malta



Tal como disse ontem não pude acabar o episodio por isso aqui estou para o acabar. Além disso a Páscoa está aí, por isso esqueçam os programas de dietas e ataquem os doces, eu rendi-me a amendoas caseiras coobertas com açúcar um pouco caramelizado.



Deixem-me apenas escrever uma coisa para não de esquecer (guardião antigo - guardião do presente)



Biel - Nicleido



Hayl - Aran



Siue - Siena



Lin - Liliane



Gium - Miliane



Espero que gostem do episódio.







Um funeral

Uma partida




O dia amanheceu claro mas as nuvens ainda havia uma pequena ameaça de chuva. Miliane acordou ao ouvir alguem a bater à porta. Arranjando um roupão no armário cheio de roupa emprestada, foi abrir.


Viu que era apenas uma empregada. No inicio ficou surpreendida ao vê-la fazer uma vénia mas depois deixou-a falar.


- Os meus senhores mandaram-me acorda-la e ajuda-la a arranjar-se.


- Claro.


Miliane não se sentia à vontade mas depressa conseguiu um tema de conversa e de repente já estavam a falar como se duas amigas se tratassem. Miliane aproveitou a conversa para tentar saber como os senhores se comportavam pois não queria fazer figura de idiota em frente de outras pessoas.


Enquanto a criada, que entretanto descobrira que se chamava Clara, escolhia um vestido adequado Miliane foi ver o que se passava na rua. Lá em baixo na praça principal, já pequenos barcos a navegarem calmamente, parecia que se preparava qualquer cerimonia mesmo no centro, pois conseguia avistar várias barcas juntas com fitas e flores.


- O que se vai passar na praça? - perguntou a Clara ficando espantada ao reparar que ela a olhava como se não compreendesse a pergunta.


- Desculpe-me minha senhora, mas é o funeral do grande senhor Oksannen.


Claro! Como é que se tinha esquecido. Bem a verdade era que não acreditava ainda nisso, e recorda-la logo de manhã sobre isso ficou com um humor não muito bom. Nem notou quando a criada a vestiu com um vestido de veludo preto.


Quando estava pronta saiu para tomar o pequeno almoço, saiu como quem diz, seguiu Clara até ao salão onde alguns dos seus amigos já estavam a tomar o pequeno almoço. O salão era todo prateado e nas janelas estavam enormes cortinas verdes. Miliane sentia ali toque se Siue.


Estavam lá Helidoro e Doroteia que lhe lançaram um olhar como se estivessem è espera de algo da parte dela, os antigos guardiões estavam lá e faltavam os rapazes e Liliane.


Siena passou sinal discretamente para se sentar ao seu lado.


- Quando é que vai ser? - perguntou em voz alta


- Depois do pequeno almoço começam as celebrações oficiais. - respondeu Biel


Começaram a comer em silêncio. Entretanto Miliane viu os rapazes a chegarem e quase se engasgou quando viu Natanael a entrar juntamente de Nicleido e Aran, mais corada ficou quando ele se sentou ao seu lado.


- Onde está Liliane? - perguntou Aran a Gium


- Ela já vem


E não demorou muito. Pouco depois aparecia Liliane também vestida de preto e Christian. A primeira reacção foi de espanto, os dois eram tão parecidos.


- Desculpem mas eu não vou comer, estou no salão. - disse Liliane virando costas e saiu. Christian ainda lhe perguntou se estava tudo bem mas ela assegurou que estava.


Quando Christian se sentou foi alvo de muitas perguntas por parte dos guardiães do presente principalmente pelas raparigas presentes, Siena por sentir curiosidade e Miliane apenas para irritar Natanael que tentava a todo o custo falar com ela.


"Sabes que isto vai dar problemas" disse Helidoro mentalmente à sua irmã Doroteia.


"Sei, mas estou curiosa até onde isto vai dar"




Liliane entrou no salão às escuras. No meio estava o homem que diziam ser seu pai, aproximou-se lentamente de um arranjo de flores e retirou uma rosa vermelha. A sala estava totalmente às escuras, as cortinas estavam corridas e nenhuma luz se via.


Não precisava de luzes para ver bem. Viu então o seu amigo, não o seu pai deitado. Parecia estar apenas a dormir. Colocou a rosa vermelha nas suas mãos, um dia talvez conseguisse viver como antigamente.


- Nunca estarás longe do meu coração.


Abriu então as janelas deixando entrar a claridade. Lá fora estava já a agrupar-se algumas pessoas. Ao olhar para o céu sentiu a falta de voar de estender as asas ao vento. Afastar-se.


- Liliane? - perguntou Biel, atrás dele seguiam todos os outros. Liliane olhou para baixo mas depois decidiu que ali não queria ficar e apressadamente saiu para o jardim interior. Não queria estar ali.


Miliane e Natanael seguiram-na com o consentimento de todos os amigos, Christian também queria segui-la mas o dever dizia que alguem da familia deveria estar ali a dirigir as celebrações.


Prometeu que a ia ver depois.




- Espera - gritou Miliane ao correr atrás dela. Liliane parou e esperou por ela.


- Desculpa, mas não consigo estar ali fechada.


Estavam agora a andar pelo jardim interior, no meio de laranjeiras. Começavam a cair alguns pingos de chuva mas parecia que não os incomodava.


- Eu sei que isto não é uma boa altura mas deves estar um pouco mais ... "aberta" aos outros. Certamente Christian está a sofrer tanto ou mais do que tu uma vez que viveu a vida toda com ele.


Liliane parou e olhou para ele. Aquilo que ele dizia era verdade, mas sentia cada dia mais sufocada e sentia os seus poderes de escuridão a enfraquecerem cada vez mais, tinha que sair dali o mais depressa possivel.


- Vou voltar. Tens razão Natanael. Mas depois quero uma reunião para sabermos o que fazemos a seguir.




A cerimonia não durou muito e Liliane permaneceu ao lado de Christian mas não derramou nem uma lágrima e depressa voltou para o palácio. Pessoas da cidade permaneceram mais tempo prestando mais homenagem ao ex-senhor da escuridão.




Os guardiões já estavam devolta de uma mesa a analisar mapas e pergaminhos.


- A batalha vai-se dar aqui - disse Doroteia recorrendo aos seus dons de clarividencia. O seu dedo apontava para uma planicie a dez dias de viagens. Parecia um tanto ou quanto desolada.


- Vamos já contactar os chefes de estado que ainda estão a prestar a Oksannen para se juntarem nos preparativos.


Liliane porem estava mais absorta num livro que achara no meio dos livros que tinham trazido para ali. Contava a historia de artefactos que poderiam ser uteis na batalha. Estava muito interessada num mito de seres muito hábeis na criação e manejo de armas.


- O que achas Liliane? - perguntou Aran despertando-a daquele estado de leitura.


- Desculpem podem repetir? Estou um tanto ou quanto absorta com outro assunto.


Olharam para ela um tanto ou quanto espantados.


- Estavamos a pensar se deveriamos entrar logo no combate?


Ela pensou um bocadinho. Lembrava de ter estudado aquilo com Galaduine, a sua antiga arqui.inimiga e que entretanto se tornara amiga "e que eu matei" pensou amargamente.


- Bem antes disso queria perguntar se alguem alguma vez investigou a sério este povo.


Ela mostrou o livro onde estava o mito. Todos pareceram curiosos mas Lin e Hayl sorriram.


- Falamos nisso, até tentamos encontra-los mas não vimos ninguem. - respondeu Lin


- Queres ir não é? - perguntou Christian olhando para a sua irmã.


- Sinto-me sufocada, preciso de voar.


Siena, Aran, Nicleido e Miliane sorriram. Percebiam que a sua amiga era um espirito livre, não podia ficar presa a muito tempo ao mesmo sitio.


- Vai, encontramos-te no campo. Espero que faças boa viagem.


Liliane levantou-se e foi embora.


- Ela nunca vai mudar pois não? - perguntou Miliane, pareceu aberceber-se de repente que Natanael segurava na sua mão, apressou-se a retira-la para ele não ficar com outras ideias, mas espantou-se ao sentir o seu coração acelarar.




Christian encontrou a sua irmã no jardim à luz do luar. Tinha uma capa e roupa totalmente preta e uma espada cor de cristal presa à cintura, quando olhou nos olhos sentiu um frio imenso a que não estava habituado em encontrar nos seus olhos.


- Ainda agora nos encontramos e já te vais embora.


- Não te preocupes, em breve estaremos juntos outra vez


- Então por favor volta sã e salva.


Ela sorriu e preparou-se para voar. Era a primeira vez que voava desde que se tornara princesa da escuridão. Estão sentiu a presença da magia e quando abriu os olhos viu que afinal já não conseguia transformar-se em dragão, mas tinha um par de asas brancas nas costas.


- Vejo que pareces um anjo


- Não costumava ser assim, mas é melhor assim para combates.


- Esperas encontrar dificuldades?


- Mais ao menos


- Então boa viagem.


Liliane partiu voando pela noite escura, sentindo o vento, sentindo o que há muito não sentiam uma alegria imensa.




Bem aqui está a segunda parte do episodio. Espero que gostem. Boa Páscoa.


Espero que gostem


Até sexta ou sábado


Iruvienne




















sexta-feira, 10 de abril de 2009

Uma História...A nossa história...Magia e Imaginação


Olá malta

Por sugestões de colegas meus, decidi por por imagem um desenho que eu propria desenhei no tempo livre, não sei bem que personagem é, vocês decidem.

Quanto à história, no ultimo episodio foi revelado que afinal uma guardiã do presente deveria pertencer ao passado, além de que tinha um irmão.

Aqui vai mais um episódio...


Uma noite
Um pedido



Liliane tinha acabado de falar com Christian e estava agora num quarto emprestado pelos antigos guardiões. Não estava com cabeça de voltar para junto ds seus amigos, não depois de ter descoberto tudo sobre si e sobre a sua familia.

Olhava não muito confortavel para o seu quarto. Era muito grande e em tons de preto e prata. Tinha uma cama larga e tal como no quarto de Christian uma escrivaninha e uma estante com livros. Da janela com uma pequena varanda via parte da praça principal.

"Porque é que tudo tinha que ser assim. Não podia ter uma vida normal?" pensava tristemente sentada na janela tendo pequenas lágrimas nos olhos, já não se lembrava quando fora a ultima vez que chorara, mas agora sabia bem.

"Porque é que tiveste de morrer sem ter oportunidade de ter falado contigo convenientemente"


Miliane falava vigorosamente com Gium e Biel sobre como haviam de guiar um exercito até um lugar plano onde se iria dar a derradeira batalha

- Quando me vir fora disto até julgo que é mentira - suspirou Aran recostando-se numa almofada. Nicleido também se reencostou e fechou momentaneamente os olhos. Sentia falta da calma e o conforto do futuro.

- Quando tudo tiver acabado talvez seja melhor irmos os nossos pais, nem sei o que lhe contaram para explicar a nossa ausencia. - pensou em voz alta Siena.

- O que estão para aí a dizer? - perguntou curioso Hayl, Miliane ao olhar para a cara dos antigos guardiões percebeu que eles não estavam a perceber nada de nada.

- É uma longa história. - disse por fim Nicleido - temos muito que fazer antes de partirmos principalmente o ... o ... funeral de Oksannen. - aquilo custava a dizer, ainda acreditavam que Oksannen poderia entrar pela porta a dentro com o seu sorriso.

Qual não foi o susto quando a se abriu. Ainda houve aquela esperança mas depressa perceberam que era apenas Lin. Retomaram então aos papeis e mapas.

- Penso que deviamos ir descansar, já é tarde e os nossas mentes podem cometer imprudencias.

Todos concordaram com Lin e um a um sairam para um quarto naquele enorme palácio. À porta Lin segurou Siena por um braço.

- Acho que era melhor ires ver a tua amiga ela não está muito bem

- Onde é que eu a encontro?

Lin franziu as sobrancelhas um tanto ou quanto confusa.

- Tu tens o poder da terra não tens?

- Sim, mas...

- Então não há problemas.

Ela deixou-a ali ainda meio aturdida. O que é que Lin quereria dizer com aquilo? Então fechou os olhos e concentrou-se no seu poder. Se alguem com o poder mágico estivesse ali conseguia ver um pequeno halo verde a rodea-la.

Não sabia o que fazer mas pouco depois começou a sentir o traço de alguem com o mesmo poder de Liliane, um traço do seu poder. Era ténue mas mesmo assim apressou-se a segui-lo.

Passava a correr pelos corredores, viu como epregados ficavam de boca aberta ao vê-la passarem. Por fim chegou ao pé de uma porta, bateu mas como não ouviu nada decidiu abrir.

O quarto estava escuro mas conseguia sentir um pouco de Liliane.

De repente a luz ligou-se e viu-se de frente a um rapaz. Parecia-se imenso a Liliane, mas também tinha a certeza que não era ela. Sentiu que corava muito e murmurando uma desculpa qualquer e precipitou-se para a saida.

- Andas à procura de Liliane? - perguntou de repente fazendo com que Siena se imobilizasse, até a sua voz era parecida. Quem seria ele?

- Por acaso até ando, sabes onde posso encontra-la? - defenitivamente hoje não era o seu dia.

- Está aqui no quarto ao lado. - respondeu, parecia que queria continuar a conversar "Raios Siena estás mesmo cansada ao deixares-te ficar aqui parada como uma tonta" pensava ela. Quando se ia embora ainda ouviu aquele rapaz outra vez - podemo-nos encontrar novamente?

- Talvez mas agora vou estar um pouco atarefada.

Bateu então no quarto ao lado. Liliane veio abri-la e ficou surpreendida ao encontrar a amiga, apressando a limpar algumas das lagrimas que tinham ficado esquecidas na sua face. Abriu a porta e convidou-a a entrar.

Liliane sentou-se num cadeiram junto à janela, parecia estar um pouco cansada também.

- Estás bem? - perguntou Siena sentando-se noutro cadeirão.

- Sabes - disse de repente um tanto ou quanto irritada enquanto recomeçava a chorar - de repente já tenho um irmão, um pai e descobro que nasci neste tempo mas que viajei para o futuro.

Siena estava de boca aberta. Realmente a vida dava uma grande reviravolta.

- Sabes se fosse eu vivia como se tivesse no presente e não aqui, vivia como vivia antes de isto tudo nos acontecer. Por vezes ainda me pergunto o porquê de sermos nós e não outras quaisquer raparigas e rapazes.

- Um dia vamos viver em paz longe daqui em paz e longe de problemas - abraçou Siena sussurrando para acalmar Liliane - prometo-te.

- Isso vai ser possivel?

- Sim

- Agora vai dormir que amanhã é um grande dia.

Siena ajudou Liliane a despir o seu vestido e aconchegou-a na cama como se ainda fosse uma criança de 6 anos. Siena recordou-se da sua pequena irmã, será que já estava grande? Que sentia a sua falta?

Deixou o quarto e foi para o seu. Ao contrario do de Liliane era em tons de verde e creme, se bem que a mobilia era práticamente igual. Em cima da escrivaninha estava uma jarra de vidro e um bilhete.

Ao ler percebeu que era de Siue "Para as tuas criações". Sorriu. Recorrendo aos seus poderes mais uma vez naquela noite criou um ramo de flores silvestres. Ficava bem no quarto.

Quando se preparava para se ir deitar ouviu alguem a chamar para a varanda no quarto ao lado. Curiosa foi à varanda. Lá em baixo, no canal estava Natanael a tentar chamar o ocupante do quarto ao lado.

Viu que era Nicleido.

- Quem é? - perguntou meio ensonado devia estar já no seu quinto sono quando o acordaram

- Natanael.

- Que queres?

- Segura na corda para eu subir.

Siena viu como Natanael mandava uma corda e como Nicleido a prendia a uma barra da varanda. Natanael sobiu velozmente e entrou no quarto. Quando olhou para as outras varandas viu que não era a unica a observar aquilo.

Helidoro e Dorateia observavam aquilo com um ar sabedor nos olhos como se tudo o que estivesse a acontecer estivesse predestinado.

Voltando para dentro deitou-se finalmente na cama "será que é desta que vou conseguir dormir?" sorrindo adormeceu exausta.


- O que queres Natanael? - perguntou um tanto ou quanto recriminador

- Bem é que preciso da tua ajuda.

- Da minha ajuda para quê? - não estava a ver de que modo podia ajudar um amigo que os tinha expulsado de casa.

- Bem é que - estava um pouco envergonhado o que era novidade para Nicleido - quero a tua ajuda para me ajudares a conquistar Miliane.

Nicleido olhou um tanto ou quanto incredulo.

- Olha vai dormir tu não estás a dizer coisa com coisa, olha, até podes dormir aqui.

Natanael olhou para ele ainda a testar quais os argumentos que poderia utilizar para contestar a ordem de Nicleido mas acabou por se deitar no tapete e adormecer.


Desculpem, gostava de escrever mais mas não tenho mais tempo. Amanhã escrevo o resto, faz de conta que hoje é a parte 1 e amanhã é a parte 2 do mesmo episodio.

Mesmo assim espero que gostem deste pequeno episodio.

Até amanhã

Iruvienne